Doença de Crohn e o papel promissor da vitamina D

Estudo publicado na revista “United European Gastroenterology”

17 junho 2015
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A toma de suplementos de vitamina D pode ter impacto na disfunção da barreira intestinal associada à doença de Crohn, podendo consequentemente desempenhar um papel importante no tratamento desta condição, dá conta um estudo publicado na revista “United European Gastroenterology”.
 

A doença de Crohn é uma condição gastrointestinal crónica reincidente e remitente caracterizada por inflamação, que pode envolver qualquer parte do trato gastrointestinal. Esta doença está associada à dor abdominal, diarreia, fadiga e, em muitos casos, pode resultar numa redução da qualidade de vida, ausência laboral, hospitalizações e cirurgia. As causas exatas ainda são desconhecidas. No entanto, têm sido apontados fatores imunes, genéticos e ambientais.
 

A incidência da doença de Crohn varia ao longo da Europa, ocorrendo anualmente até 10 casos por 100.000 habitantes. Geralmente, as taxas de casos são mais elevados na Europa do Norte e Ocidental do que na Europa do Sul e Oriental.
 

Alguns estudos têm indicado que a toma de suplementos de vitamina D pode prolongar a remissão da doença de Crohn. Contudo, a eficácia clínica e os mecanismos envolvidos ainda estão por clarificar. Neste estudo, levado a cabo pelos investigadores do Hospital St. James, na Irlanda, propuseram-se a identificar as alterações na função barreira do intestino, determinada pela permeabilidade intestinal e concentrações de peptídeo antimicrobiano, bem como marcadores da doença em resposta à toma de suplementos de vitamina D.
 

Para o estudo, 27 pacientes com doença de Crohn em remissão tomaram 2000 IU/dia vitamina D ou um placebo, ao longo de três meses. Verificou-se que os indivíduos tratados com suplemento tinham uma probabilidade maior de manterem a sua permeabilidade intestinal, a qual estava afetada no grupo placebo.
 

O aumento da permeabilidade intestinal é utilizado como medida para prever e preceder a recaída clínica na doença de Crohn. Adicionalmente, os pacientes com os níveis mais elevados de vitamina D no sangue apresentaram sinais de inflamação reduzida, medida através da proteína C-reativa e péptidos antimicrobianos. Estes pacientes também disseram ter uma melhor qualidade de vida.
 

“Embora estes resultados necessitem de ser confirmados, estes apoiam amplamente os dados de estudos experimentais anteriores que sugerem um papel da vitamina D na manutenção da integridade da barreira intestinal”, referirem os investigadores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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