Doença de Alzheimer: teste pode ajudar na deteção precoce da doença

Estudo publicado no “Journal of Alzheimer's Disease”

24 setembro 2014
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Um teste que mede a raciocino e o movimento pode ajudar a prever o risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer, mesmo antes de aparecerem os primeiros sinais de doença, dá conta um estudo publicado no “Journal of Alzheimer's Disease”.
 

Para o estudo, os investigadores da Universidade de York, nos EUA, contaram com a participação de 66 indivíduos, os quais foram divididos em três grupos distintos: um dos grupos incluía indivíduos idosos diagnosticados com distúrbios cognitivos moderados ou história familiar de Alzheimer, um outro grupo era constituído por jovens adultos, e o terceiro grupo era constituído por indivíduos idosos. Estes dois últimos grupos não tinham antecedentes familiares de doença de Alzheimer.
 

Os participantes foram convidados a completar tarefas visuais-espaciais e cognitivas-motoras num ecrã duplo de computador. O teste tinha como objetivo detetar a tendência de doença naqueles que apresentavam dificuldades cognitivas apesar de ainda não estarem a demonstrar sinais de doença.
 

“Incluímos uma tarefa que envolvia mover o rato do computador na direção oposta ao alvo visual no ecrã, o que fazia com que os participantes tivessessem que pensar antes e durante os movimentos com a mão”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Lauren Sergio.
 

Uma outra autora do estudo, Kara Hawkins, referiu que os comportamentos motores verdadeiramente bem aprendidos e estereotipados são preservados até bastante tarde na doença de Alzheimer. Este tipo de comportamento inclui movimentos de rotina, como andar. “A alteração na comunicação será evidente em movimentos que necessitam que a pessoa pense naquilo que está a fazer”, acrescentou.
 

O estudo apurou que 81,8% dos indivíduos com história familiar de doença de Alzheimer ou com Alzheimer apresentavam maiores dificuldades na execução da tarefa visual-motora. Estes participantes tinham um tempo de reação mais lento e apresentavam também movimentos menos precisos.
 

Lauren Sergio explicou que a capacidade do cérebro assimilar informação visual e sensorial e transformá-la em movimentos físicos necessita da comunicação entre a área parietal, localizada na parte posterior do cérebro, e as regiões frontais. As alterações observadas nos participantes com risco aumentado de doença de Alzheimer podem refletir uma alteração cerebral inerente ou uma neuropatologia precoce, que afeta a comunicação entre o hipocampo, as regiões parietais e frontais do cérebro.
 

Os investigadores referem que apesar de este teste não prever quem irá desenvolver doença de Alzheimer mostra que há algo diferente no cérebro dos indivíduos com distúrbios cognitivos moderados ou história familiar de Alzheimer.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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