Doença de Alzheimer ou outro tipo de demência?

Estudo publicado na revista “Neurology”

02 janeiro 2013
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Um novo método de ressonância magnética poderá ajudar a distinguir a doença de Alzheimer ou outro tipo de demência, refere um estudo publicado na revista “Neurology”.

 

Apesar de a doença de Alzheimer e degeneração lobar frontotemporal envolverem processos distintos, estas duas doenças apresentam frequentemente sintomas idênticos. Os indivíduos afetados por estas doenças sentem-se confusos e sofrem de perda de memória sendo as suas emoções, comportamentos e personalidades afetados. Deste modo, a realização de um diagnóstico correto é por vezes complicado.

 

De acordo com os investigadores da University of Pennsylvania, nos EUA, perante sintomas clínicos semelhantes e resultados de ressonância magnética iguais, os pacientes têm de ser submetidos à tomografia por emissão de positrões a qual é dispendiosa. Alternativamente, os pacientes podem ser também submetidos a uma punção lombar. Apesar deste método fornecer dados para um diagnóstico fidedigno é algo a que os pacientes não gostam de ser submetidos.

 

Neste estudo os investigadores contaram com a participação de 185 indivíduos que tinham sido diagnosticados com uma doença neurodegenerativa, doença de Alzheimer ou degeneração lobar frontotemporal. Todos os pacientes tinham sido submetidos a uma punção lombar e uma ressonância magnética de elevada resolução. O diagnóstico foi comprovado em 32 dos participantes através de autópsia ou pela presença de uma mutação genética associada a cada uma das duas doenças.

 

Contudo, os investigadores quiseram perceber se a punção lombar poderia ser dispensável e se era possível obter os níveis de proteínas cerebrais apenas com a realização da ressonância magnética.

 

Os autores do estudo utilizaram assim este tipo de procedimento para prever a proporção de dois biomarcadores destas doenças neurodegenerativas, a proteína tau e a beta-amilóide, no líquido cefalorraquidiano. Através da utilização deste método foi possível confirmar o diagnóstico, com cerca de 75% de precisão, para os indivíduos que já tinham sido previamente diagnosticados. Desta forma, o diagnóstico obtido através da ressonância magnética parece ser quase tão preciso quanto o resultante da punção lombar.

 

Na opinião de um dos autores do estudo, Corey McMillan, este procedimento pode ser utilizado como um método de rastreio, o qual poder seguido de uma punção lombar ou de uma tomografia por emissão de positrões. Adicionalmente, este método pode ser útil em ensaios clínicos onde a determinação repetida dos biomarcadores é necessária para determinar se o tratamento está a ter sucesso funcionar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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