Doença de Alzheimer: novo alvo terapêutico identificado

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

19 outubro 2015
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Investigadores belgas descobriram uma proteína que pode desempenhar um papel importante no alívio dos défices cognitivos e redução da produção de placas amiloides, que estão envolvidas na doença de Alzheimer. O estudo publicado na “Science Translational Medicine” abre assim novas perspetivas para o desenvolvimento de um fármaco contra esta doença.
 
A doença de Alzheimer é o tipo mais comum de demência caracterizada por uma degeneração gradual das redes cerebrais que estão envolvidas na memória e função cognitiva. Uma característica patológica da doença é a acumulação de fragmentos proteicos entre as células nervosas do cérebro. Estes fragmentos são produzidos pelas secretases, enzimas que dividem as proteínas em pedaços mais pequenos. Um dos fragmentos produzidos é o peptídeo β-amiloide, que se agrega para formar as placas amiloide. A acumulação destas placas no cérebro dos pacientes com doença de Alzheimer conduz a uma degeneração gradual das redes cerebrais e alteração da função mental.
 
No estudo liderado por Amantha Thathiah, os investigadores descobriram que a GPR3, uma proteína expressa no cérebro, desempenha um papel importante na produção de peptídeos β-amiloide e na acumulação de placas amiloide. Verificou-se que a ausência da GPR3 alivia o declínio cognitivo e reduz a patologia amiloide em modelos relevantes da doença.
 
“Este trabalho identificou a GPR3 como um alvo terapêutico da doença de Alzheimer e fornece um nível significativo de validação necessária para a descoberta futura de um fármaco contra a doença de Alzheimer”, referiu, em comunicado, a investigadora.
 
Os investigadores constataram que a perda da GPR3 reduzia as placas amiloide e melhorava a função cognitiva em quatro modelos de ratinhos para a doença de Alzheimer. Adicionalmente foi avaliada a expressão da GPR3 no tecido cerebral de dois conjuntos de pacientes com a doença após a sua morte. Verificou-se que a expressão da GPR3 estava aumentada nestes pacientes e que estava associada à progressão da doença.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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