Doença de Alzheimer: molécula detém perda de memória

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

01 julho 2013
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Um fármaco experimental, que tem por alvo uma enzima presente no cérebro, mostrou ser promissor na prevenção da perda de memória precoce associada à doença de Alzheimer, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS ONE”.
 

Nos doentes com doença de Alzheimer as alterações cerebrais tendem a ocorrer 10 a 15 anos antes dos problemas de memória graves começarem realmente a manifestar-se. “Esta classe de fármacos pode ser benéfica quando as células nervosas começam a ser afetadas”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Linda Van Eldik.
 

Os investigadores da Columbia University Medical Center e da University of Kentucky, nos EUA, constataram que a nova molécula, a MW108, reduz a atividade de uma enzima que se encontra sobreativada na doença de Alzheimer. A enzima em causa, a p38MAPK, danifica a comunicação entre as células neuronais, que comunicam entre si através de estruturas denominadas por sinapses. A ativação excessiva da p38MAPK danifica as sinapses e altera o normal funcionamento dos neurónios, o que consequentemente afeta a sua comunicação.
 

A p38MAPK está também presente nas células da glia, que desempenham um papel importante na saúde cerebral e que representam cerca de 90% das células do cérebro. Estas controlam a força e a duração dos sinais entre as sinapses. A excessiva ativação da p38MAPK nas células da glia impede a sua função de suporte e pode resultar na produção de moléculas neurotóxicas que danificam as sinapses.
 

Através de estudos realizados em ratinhos, os investigadores verificaram que a administração da MW108 protegia o cérebro destes animais de duas formas distintas mas que se complementavam. Através da inibição da p38MAPK, a inflamação das células da glia e a interrupção das mensagens neuronais era impedida. Assim, a administração deste fármaco resultou num sinal mais robusto entre os neurónios e numa comunicação mais ampla, protegendo assim a formação de memória.
 

“Estes resultados fornecem uma nova esperança para o desenvolvimento de fármacos contra um alvo importante no cérebro. Estes também fornecem uma estratégia promissora para a identificação de pequenas moléculas capazes de tratar a doença de Alzheimer e outras doenças neurológicas”, revelou, em comunicado de imprensa, um outro autor do estudo, Roderick Corriveau.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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