Doença de Alzheimer: investigadora portuguesa foi premiada

Prémio Fondazione Gino Galletti Neuroscience Prize 2015

12 novembro 2015
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A investigadora portuguesa Rita Guerreiro, da Universidade College of London (UCL), no Reino Unido, foi reconhecida com o prémio Fondazione Gino Galletti Neuroscience Prize 2015 pelo seu trabalho sobre doenças neurodegenerativas.
 

O prémio, segundo a instituição italiana, foi atribuído pelo seu trabalho sobre as mutações do gene TREM2 e a relação com o desenvolvimento da doença de Alzheimer.
 

Este trabalho já tinha sido distinguido em janeiro com o Prémio Europeu do Jovem Investigador, atribuído pela Associação francesa para a Investigação sobre Alzheimer a Rita Guerreiro que, também este ano, venceu o prémio da Sociedade britânica de Investigação de Alzheimer e Demência na categoria de "realização académica".
 

O geneticista John Hardy, o mais importante especialista britânico da doença de Alzheimer e também investigador na UCL, considerou a portuguesa "uma estrela em ascensão" na investigação da neurociência.
 

"Ela encontrou o primeiro gene de Alzheimer em 15 anos e isso é uma descoberta revolucionária no meio", disse.
 

A investigadora disse à agência Lusa que estes prémios são importantes em termos de "prestígio" e contribuem para a evolução do estatuto profissional, atualmente em vias de passar de investigadora financiada pela Alzheimer Society ao quadro de pessoal da UCL.
 

Rita Guerreiro, 35 anos, vive e trabalha no Reino Unido desde 2010, depois de realizar o doutoramento nos EUA, sempre acompanhada pelo também português e marido José Brás, com quem partilha a direção do laboratório.
 

O prémio no valor de 10.000 euros atribuído pela fundação italiana é pessoal e não precisa de ser aplicado em investigação, mas Rita Guerreiro confessou que este tipo de financiamento pode ser útil a "projetos pessoais" paralelos ao seu trabalho.
 

Recentemente, contou, foi contactada por uma família portuguesa que procurava diagnosticar a doença da filha, mas que estava com dificuldades em fazê-lo pelo sistema nacional de saúde português.
 

"Aceitámos analisar o ADN e em três meses conseguimos fazer um diagnóstico e descobrimos que ela sofre de uma doença descoberta apenas em 2013, o Síndrome Schaaf-Yang/MAGEL 2, que afeta umas 19 crianças em todo o mundo", disse.

 

"Já recebemos pedidos de outras famílias, mas não podemos responder sempre porque às vezes não temos os meios técnicos para o fazer", justificou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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