Doença de Alzheimer: fármaco reverte défice cognitivo

Estudo publicado na revista “Plos Biology”

08 agosto 2014
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Investigadores americanos descobriram um novo fármaco que reverte o défice cognitivo associado à doença de Alzheimer num modelo animal, refere um estudo publicado na revista “Plos Biology”.
 

Os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos EUA, constataram que o composto TC-2153 é capaz de inibir os efeitos negativos de uma proteína, a STEP, que tem um papel chave na regulação da aprendizagem e memória, funções estas que são afetadas na doença de Alzheimer.
 

Os investigadores, liderados por Paul Lombroso, analisaram milhares de pequenas moléculas com o objetivo de identificar quais possuem capacidade de inibir a atividade da STEP. Após esta identificação, os compostos selecionados foram testados em células cerebrais com o intuito de analisar a sua eficácia na inibição dos defeitos da STEP.
 

O TC-2153, o composto mais promissor, foi assim testado num modelo de ratinho para a doença de Alzheimer. Verificou-se que o TC-2153 foi capaz de reverter os défices em vários exercícios cognitivos que mediram a capacidades de os animais recordarem objetos a que tinham sido anteriormente expostos.
 

Os autores do estudo explicam que o fortalecimento sináptico é um processo necessário para que as memórias de curto prazo sejam convertidas em memórias de longo prazo. Quando a STEP se encontra em níveis elevados no cérebro, elimina os recetores dos locais sinápticos e inativa outras proteínas que são necessárias para uma função cognitiva adequada. Esta alteração pode resultar no desenvolvimento da doença de Alzheimer ou noutras doenças neuropsiquiátricas e neurodegenerativas, todas caracterizadas por défices cognitivos.
 

Paul Lombroso refere que esta pequena molécula inibidora é o resultado de cinco anos de trabalho. Uma dose única do fármaco melhora o défice cognitivo nos ratinhos. Os animais tratados com o TC-2153 tiveram um comportamento semelhante ao encontrado em ratinhos que integraram o grupo de controlo.
 

Os investigadores estão já a testar este compostos noutro animais incluindo primatas não humanos. No caso de os resultados serem positivos os autores do estudo dizem estar mais próximos de testar um fármaco que poderá melhorar a função cognitiva nos humanos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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