Doença de Alzheimer: extratos de chá verde e vinho tinto podem ajudar no tratamento

Estudo publicado no “Journal of Biological Chemistry”

11 fevereiro 2013
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Os produtos químicos naturais encontrados no chá verde e vinho tinto podem interromper um passo importante no desenvolvimento da doença de Alzheimer, sugere um estudo publicado no “Journal of Biological Chemistry”.

 

A doença de Alzheimer é caracterizada pela acumulação da proteína beta-amilóide no cérebro, a qual se agrega e forma estruturas tóxicas e de configurações variadas. Estas estruturas ligam-se à superfície das células nervosas do cérebro através da sua associação com proteínas encontradas na superfície celular, os priões, o que conduz ao mau funcionamento das células e eventualmente à sua morte.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Leeds, no Reino Unido, propuseram-se a investigar se a configuração das estruturas da proteína beta-amilóide era essencial para a sua associação aos recetores dos priões,” explicou em comunicado de imprensa o coautor do estudo, Jo Rushworth. Se esse fosse o caso os investigadores queriam verificar se através da alteração da configuração das estruturas de proteína beta-amilóide se era possível impedir a sua ligação às proteínas encontradas nas células nervosas e consequentemente evitar a sua morte.
 

Os investigadores começaram por criar agregados de proteína beta-amilóide e adicionaram-nos as células cerebrais humanas e de animais. Quando adicionaram extratos de chá verde e de vinho tinto, os quais já tinham demonstrado ser capazes de modificar a configuração dos agregados proteicos, a proteína não foi capaz de se associar às células nervosas.
 

O estudo também demonstrou, pela primeira vez, que a ligação dos agregados de proteína beta-amilóide ao prião despoleta a produção de mais proteína, num ciclo vicioso e mortal.
 

Este é um passo importante na compreensão da causa e progressão da doença de Alzheimer. É uma asneira pensar que a doença de Alzheimer é uma parte natural do envelhecimento, é uma doença que acreditamos que em última instância pode ser tratada através da identificação de novos alvos terapêuticos como este”, conclui o líder do estudo, Nigel Hooper.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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