Doença de Alzheimer: exercício é o melhor tratamento

Estudo publicado no “Journal of Alzheimer's Disease”

02 agosto 2013
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A prática de exercício físico pode melhorar a função cognitiva dos indivíduos que se encontram em risco de desenvolver Alzheimer uma vez que melhora a atividade cerebral associada à memória, sugere um estudo publicado no “Journal of Alzheimer's Disease”.
 

Apesar de a perda de memória ser normal, especialmente à medida que se envelhece, um diagnóstico de distúrbio cognitivo médio (MCI, sigla em inglês), é indicador de um risco substancial de memória e um elevado risco de desenvolvimento de doença de Alzheimer, para a qual não há cura.
 

Mas agora, este estudo levado a cano pelos investigadores da University of Maryland School of Public Health, nos EUA, mostra que a prática de exercício pode melhorar não apenas a recuperação da memória mas também de outras funções cerebrais.
 

De forma a chegar a esta conclusão, os investigadores liderados por J. Carson Smith, contaram com a participação de dois grupos de idosos, que tinham entre 60 a 88 anos e eram inativos. Os participantes foram submetidos, ao longo de 12 semanas, a um programa de exercício físico, que foi acompanhado por um treinador pessoal. No final do programa de intervenção foi verificado que os dois grupos, um com MCI e outro que incluia indivíduos saudáveis, apresentaram uma melhoria de cerca de 10% referente à condição cardiovascular. Foi também observado que a memória e a eficiência neuronal aumentaram em todos os participantes.
 

Os investigadores referem que estes resultados foram conseguidos com a quantidade de exercício físico recomendado para os idosos, ou seja, um total de cerca de 150 minutos semanais de exercício moderado.
 

Os participantes foram também submetidos a exames de imagem antes e após as 12 semanas da prática de atividade física. Estes exames demonstraram que após o exercício havia uma diminuição significativa na intensidade de ativação cerebral em 11 zonas do cérebro enquanto os participantes identificavam corretamente o nome de personagens famosas. O aumento de eficiência ocorreu em regiões do cérebro envolvidas na patologia da doença de Alzheimer.
 

Estes resultados sugerem que o exercício pode reduzir a necessidade de uma ativação excessiva do cérebro para que uma determinada ocorrência seja corretamente recordada. Isto são notícias animadoras para os indivíduos que estão à procura de algo que possa ajudar a preservar a função cerebral.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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