Doença de Alzheimer: encontrada solução para os efeitos secundários da imunoterapia

Estudo publicado na revista “Acta Neuropathologica”

09 novembro 2015
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Investigadores do Reino Unido descobriram uma possível solução para os efeitos secundários associados ao tratamento imunoterápico da doença de Alzheimer, dá conta um estudo publicado na revista “Acta Neuropathologica”.
 
A imunoterapia é uma estratégia de tratamento promissora para a doença de Alzheimer, que utiliza anticorpos que estimulam o sistema imunitário a remover porções de uma proteína denominada por beta-amiloide que se acumula no cérebro, em depósitos conhecidos como placas. Acredita-se que este é um fator importante no desenvolvimento dos efeitos neurodegenerativos da doença de Alzheimer.
 
Estudos realizados em modelos de ratinhos têm demonstrado que os anticorpos contra a proteína beta-amiloide são capazes de eliminar as placas beta-amiloide e reverter deficits cognitivos. Contudo, apesar do sucesso, alguns ensaios clínicos têm demonstrado que a utilização destes anticorpos causam efeitos secundários inflamatórios no cérebro dos pacientes com doença de Alzheimer, que resultam em pequenas hemorragias e edema cerebral perigoso.
 
Neste estudo os investigadores da Universidade de Southampton em colaboração com uma empresa farmacêutica multinacional desenharam três anticorpos para alterar a forma com que eles se ligavam às células do sistema imunitário. Verificou-se que a realização de alterações pequenas mas precisas preservavam a atividade imunoterapêutica dos anticorpos, sem os indesejados efeitos inflamatórios.
 
Para além destes resultados reforçarem o potencial dos anticorpos na destruição das placas amiloides causadoras da doença fornecendo possíveis tratamentos futuros, também indicam que são necessários mais estudos para aumentar a eficácia dos anticorpos.
 
“Estes estudos fornecem um guia de como aplicar os avanços na engenharia dos anticorpos à imunoterapia que tem por alvo as doenças neurodegenerativas. A próxima geração de anticorpos a entrar na clínica irá conter novas tecnologias e melhorias para aumentar as propriedades necessárias para eliminar as placas, enquanto mantêm o resto do cérebro seguro”, conclui um dos autores do estudo, Jeffrey B. Stavenhagen.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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