Doença de Alzheimer e os benefícios do extrato de cacau

Estudo publicado no “Journal of Alzheimer's Disease”

27 junho 2014
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Uma preparação de extrato de cacau, denominada por lavado, pode reduzir os danos das vias nervosas presentes no cérebro dos pacientes com doença de Alzheimer muito antes dos sintomas se desenvolverem, dá conta um estudo publicado no “Journal of Alzheimer's Disease”.

 

O lavado de cacau é maioritariamente constituído por polifenóis, antioxidantes também encontrados nas frutas e legumes, os quais têm sido associados à prevenção de doenças degenerativas do cérebro.

 

Neste estudo, os investigadores da Escola de Medicina de Icahn, nos EUA, centraram-se nas sinapses. Nas vias nervosas saudáveis, cada célula nervosa envia um pulso elétrico que atinge uma sinapse e despoleta a libertação de substâncias químicas, conhecidas por neurotransmissores, que fazem com que as células nervosas fiquem ativas e transmitam a mensagem para outras células.

 

Na doença de Alzheimer, a proteína beta-amilóide forma agregados em torno das sinapses, interferindo assim com as estruturas sinápticas e afetando o mecanismo que mantém os circuitos de memória em bom estado. Adicionalmente, a proteína beta-amilóide despoleta respostas imunes inflamatórias que acabam por danificar as células nervosas.

 

Este estudo sugere que a ingestão de quantidades adequadas de polifenóis provenientes do cacau pode impedir a acumulação da beta-amilóide em oligómeros que danificam o cérebro.

 

“Uma vez que se acredita que o declínio cognitivo na doença de Alzheimer começa décadas antes de os sintomas terem início, acreditamos que os nossos resultados têm grandes implicações na prevenção desta doença e na demência”, revelou em comunicado de imprensa o líder do estudo, Giulio Maria Pasinetti.

 

O investigador refere ainda que tem havido algumas inconsistências relativamente aos benefícios que os polifenóis do cacau poderão ter na função cognitiva. No entanto, a proteção conferida apenas pelo lavado do cacau no défice cognitivo sugere que os polifenóis são o componente ativo que resgata a transmissão da função sináptica. 

 

Uma vez que a perda da função sináptica pode ter um papel mais importante na perda de memória do que na perda das células nervosas, o resgate desta função pode funcionar como um alvo mais eficaz para o desenvolvimento de fármacos contra a doença de Alzheimer.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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