Doença de Alzheimer: deveria ser dada mais atenção aos sinais

Defende a Comissão Científica da Alzheimer Portugal

21 outubro 2013
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As pessoas devem estar mais atentas aos sinais da doença de Alzheimer não só para que seja diagnosticada a tempo, mas também para que sejam tomadas “as providências necessárias”, defendeu o coordenador da Comissão Científica da Alzheimer Portugal.
 

“É preciso que a doença seja diagnosticada a tempo para que depois se tomem as providências necessárias, não só em relação ao tratamento, mas também para que se tomem outras decisões importantes que têm que ver com o próprio doente e com os cuidadores e a família”, revelou à agência Lusa o neurologista Celso Pontes.
 

“Quem lida habitualmente com os problemas destes doentes verifica que as famílias e os cuidadores ficam perplexos com a situação de dependência de uma pessoa que até ali tinha capacidades cognitivas e era capaz de resolver os seus assuntos. E essa perplexidade leva a que as pessoas não saibam efetivamente o que fazer”, explicou.
 

Assim, o neurologista apela às pessoas “no sentido de estarem atentas, não alarmadas, mas atentas”.
 

“Sempre que se aperceberem que um dos seus familiares que até então demonstrava grandes capacidades e que a pouco e pouco começa a ter dificuldades de memória, desinteresse pelas coisas, que anda aparentemente mais deprimido e mais irritável, devem procurar apoio médico. Não devem confiar que estes problemas de declínio cognitivo são apenas relacionados com a idade”, sublinhou.
 

Celso Pontes referiu que “a idade, só por si, não justifica isso, é de facto um fator de risco, mas não é a idade que determina. O caso deve ser sempre investigado e avaliado para tentar determinar qual a causa. Há várias causas e uma das mais importantes é a doença de Alzheimer”.
 

O neurologista defendeu ainda a necessidade de investir na criação de “respostas locais” para ajudar estes doentes e os seus cuidadores. Da mesma forma que “existem infantários para os bebés, também são precisas estruturas para este tipo de pessoas. É uma maneira de as ajudar e também de libertar outra população ativa que tem de cuidar deles, no caso, os familiares”, acrescentou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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