Doença de Alzheimer: descoberto mecanismo envolvido no desenvolvimento da condição

Estudo publicado na revista “Science Advances”

23 setembro 2015
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Investigadores irlandeses descobriram um mecanismo fundamental associado ao desenvolvimento da doença de Alzheimer, que poderá conduzir a novas formas de terapia para aqueles que vivem com esta condição, atesta um estudo publicado na revista “Science Advances”.
 
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência. Esta condição é a quarta principal causa de morte em indivíduos com mais de 65 anos. Entre as dez causas principais de morte esta é a única que não pode ser evitada, curada ou abrandada.
 
Esta condição está normalmente associada à perda de memória. No entanto, outros sintomas e sinais de alerta incluem a dificuldade em executar tarefas diárias, problemas com a linguagem, tais como esquecer frases ou palavras, bem como alterações de humor, comportamento e personalidade.
 
A doença de Alzheimer é caracterizada, em parte, pela acumulação de uma proteína, a beta-amiloide, no cérebro. A eliminação deficiente desta proteína parece ser um fator importante na acumulação de placas e no próprio processo da doença. 
 
Embora ainda não esteja claro o modo como a proteína beta-amiloide é eliminada, é evidente que necessita de ser removida do cérebro através da corrente sanguínea. Ao contrário dos outros vasos presentes no resto do organismo, aqueles que estão presentes no cérebro têm propriedades que lhes permitem regular o que entra e sai deste tecido, um processo conhecido como barreira sangue-cérebro.
 
Neste estudo, os investigadores do Trinity College Dublin, na Irlanda, demonstraram que uns componentes específicos dos vasos sanguíneos, denominados junções apertadas, encontram-se alterados nos indivíduos com doença de Alzheimer. Na opinião dos investigadores, esta alteração poderá ser um mecanismo que permita a eliminação da proteína beta-amiloide tóxica do cérebro do indivíduo com doença de Alzheimer.
 
Os investigadores analisaram os tecidos cerebrais de indivíduos com doença de Alzheimer e compararam os resultados com os observados em modelos laboratoriais.
 
“Os nossos resultados chamam à atenção para a importância de conhecer estas doenças a nível molecular. O conceito da eliminação periódica da proteína beta-amiloide através da barreira sangue-cérebro pode ter um grande potencial para pacientes com Alzheimer”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Matthew Campbell.
 
Tendo em conta os recentes avanços nos ensaios clínicos que envolveram anticorpos contra a proteína beta-amiloide, os investigadores esperam que estes resultados conduzam a terapias melhoradas contra esta condição devastadora.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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