Doença de Alzheimer: a importância da alimentação

Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável

07 setembro 2015
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Os indivíduos com doença de Alzheimer devem ser submetidos a um avaliação do estado nutricional, uma vez que “a perda de peso e a desnutrição” são indicadores da progressão desta patologia, que afeta 130 mil portugueses.
 

Esta é uma das recomendações que integra o manual “Nutrição e Doença de Alzheimer” publicado no blogue “Nutrimento”, do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, o qual organiza, de forma resumida, “o que se sabe sobre a influência da nutrição na prevenção e progressão da doença de Alzheimer”.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, este manual dá particular atenção aos “nutrientes mais salientes nesta área, alguns tipos de padrões alimentares (Dieta Mediterrânea e Dieta MIND)” e disponibiliza “informação relativa à evidência científica do papel protetor de alimentos como o peixe, hortícolas, fruta e leguminosas”.
 

O documento refere que “a malnutrição associada à perda de peso é bastante frequente nesta patologia, embora as causas variem”, podendo incluir “falta de apetite, dificuldades em cozinhar, problemas com a comunicação ou reconhecimento de fome, má coordenação motora, maior cansaço, dificuldades de mastigação e deglutição”.
 

De acordo com os autores do documento, Andreia Correia, Jéssica Filipe, Alejandro Santos e Pedro Graça, “atualmente ainda não existe nenhuma intervenção médica que possa prevenir a doença de Alzheimer”.
 

“Pensa-se, porém, que um efeito protetor possa advir da melhoria dos estilos de vida, entre os quais se encontra a alimentação”, refere o manual.
 

O documento dá conta de diferentes tipos de estudos epidemiológicos, os quais “têm permitido acumular informação sobre os efeitos positivos dos ácidos gordos ómega 3 e micronutrientes como as vitaminas do complexo B, vitaminas E, C e D sobre os neurónios, sobretudo no decorrer do processo de envelhecimento”.
 

Apesar de não ser conhecida qualquer evidência científica suficiente para suportar a recomendação de suplementação específica de antioxidantes na prevenção e tratamento da doença de Alzheimer, os autores recomendam que “sejam atingidas as doses diárias de ingestão recomendadas destes nutrientes, preferencialmente através da alimentação”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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