Doença de Alzheimer: a caminho de um novo teste sanguíneo

Estudo publicado na revista “Alzheimer's & Dementia”

10 julho 2014
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Investigadores do Reino Unido identificaram um grupo de 10 proteínas no sangue que podem ajudar a prever o início de desenvolvimento da doença de Alzheimer, dá conta um estudo publicado na revista “Alzheimer's & Dementia”.
 

Para o estudo, os investigadores do King College de Londres, no Reino Unido, utilizaram amostras de sangue de 1.148 indivíduos, dos quais 476 sofriam doença do Alzheimer, 220 tinham detioração cognitiva leve e 452 eram saudáveis. Foram analisadas, em todas as amostras, 26 proteínas previamente associadas à doença de Alzheimer.
 

O estudo apurou que 16 das 26 proteínas estavam fortemente associadas à diminuição do volume cerebral. Foi ainda realizada uma segunda bateria de testes de forma a averiguar se as proteínas eram capazes de prever a progressão de deterioração cognitiva leve para a doença de Alzheimer. Os investigadores, liderados por Abdul Hye, identificaram uma combinação de 10 proteínas capazes de prever, com 87% de precisão, quem, dentro de um ano, iria desenvolver a doença de Alzheimer.
 

“Os problemas de memória são muito comuns, o desafio é identificar quem irá desenvolver demência. Há centenas de proteínas no sangue, e este estudo é a culminação de vários anos de trabalho na identificação daquelas que são clinicamente relevantes”, revelou, em comunicado de imprensa, Abdul Hye.
 

“A doença de Alzheimer começa a afetar o cérebro vários anos antes de os pacientes serem diagnosticados. Muitos dos fármacos em testes falharam porque na altura da toma destes, o cérebro já está severamente afetado. Um simples testes sanguíneo pode ajudar a identificar os pacientes num estádio precoce, de forma a serem desenvolvidos tratamentos capazes de impedir a progressão da doença”, referiu, um outro autor do estudo, Simon Lovestone.
 

"Com o envelhecimento da população, e sendo a idade o maior fator de risco da doença de Alzheimer, estamos à espera que o número de pessoas atingidas por esta doença aumente nos próximos anos. Assim, é importante desenvolver novas formas de intervir no início da doença para ajudar as pessoas a manter a sua qualidade de vida por tanto tempo quanto possível”, conclui, Eric Karran.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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