Doença das vacas loucas pode ser detectada através da urina
02 julho 2001
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Uma equipa de investigadores israelitas descobriu que o prião, a partícula de proteína responsável pela doença mortal das vacas loucas em animais e pela Creutzfeldt-Jakob no homem, pode ser detectada na urina.
 

 

 

Segundo os investigadores do Hospital Hadasa de Jerusalém, isso significa que o elemento patogénico causador desta doença neurodegenerativa nos bovinos e a sua variante humana pode ser detectado antes da manifestação dos sintomas.
 

 

 

A notícia, divulgada pelo jornal israelita Jerusalem Post, aponta para a possibilidade de se poderem prevenir doações de sangue por parte de portadores humanos e evitar que milhões de vacas sejam sacrificadas em massa.
 

 

 

A descoberta foi feita por uma equipa liderada por Ruth Gabizón, do Departamento de Neurologia do Hospital Hadasa de Jerusalém, o centro médico de maior prestígio em Israel.
 

 

 

Mais de 100 pessoas morreram na Europa, particularmente na Grã- Bretanha, por terem comido carne infectada, temendo-se que muitas mais possam ser vítimas desta doença, já que se pode ser portador durante décadas antes do aparecimento dos sintomas.
 

 

Após detectarem as partículas de proteína responsáveis pela doença das vacas loucas, Gabizón e a sua equipa descobriram que estas não se decompõem nos rins, sendo eliminadas através da urina.
 

 

Os investigadores estão agora na última fase do processo de fundar uma empresa dependente do Hospital Hadasa que vai fabricar um kit para analisar a urina em animais e humanos.
 

 

Até agora, os investigadores israelitas conseguiram detectar facilmente a doença em mais de 50 vacas, cuja urina foi enviada da Grã-Bretanha para Israel ao mesmo tempo que a de animais sãos.
 

 

Gabizón trabalhou há cerca de 10 anos no laboratório do professor Stanley Prusiner, o investigador norte-americano que descobriu o prião e que recebeu recentemente o Prémio Nobel da Medicina por esse feito.
 

 

Actualmente, os israelitas que tenham passado uma breve temporada na Grã-Bretanha estão proibidos de doar sangue, mas quando o teste da urina puder ser utilizado para descobrir a doença, essa limitação poderá acabar.
 

 

Por último, Gabizón disse que a descoberta da sua equipa também deu lugar à "alarmante possibilidade" da forma humana e animal da doença poder transmitir-se através do contacto com urina infectada.
 

 

Lusa
 

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