Doença cerebral e cardíaca estão associadas

Estudo do Centro Médico da Universidade de Erasmus

04 dezembro 2015
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Investigadores holandeses descobriram uma associação entre os estadios muito precoces da doença cerebral e cardíaca, revela um estudo apresentado no encontro anual da Sociedade de Radiologia Norte Americana.
 

“As doenças do cérebro e coração são problemáticas para os indivíduos idosos e espera-se que estas aumentem ainda mais. Sabemos que o enfarte agudo do miocárdio, a insuficiência cardíaca e a fibrilhação auricular estão associados a um risco aumentado de acidente vascular cerebral e demência”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Hazel Zonneveld.
 

Neste estudo, os investigadores decidiram avaliar se a ligação entre o cérebro e o coração estava presente no estadio inicial da doença. Foram analisados no total os dados de 2.432 participantes, 57,4% dos quais eram mulheres e tinham uma média de 56,6 anos.
 

Os participantes foram submetidos a uma ressonância magnética funcional, que incluiu a utilização de uma técnica denominada por imagem de tensão de difusão, e uma análise sanguínea para medição dos níveis de um peptídeo, o NT-proBNP, utilizado para detetar, diagnosticar e avaliar a severidade da insuficiência cardíaca.
 

A investigadora explica que o NT-proBNP é libertado na corrente sanguínea em resposta ao stress da parede do miocárdio. Alguns estudos demonstraram que este peptídeo fornece informações sobre a disfunção cardíaca, mesmo na ausência da manifestação da doença cardíaca.
 

O estudo avaliou os resultados das ressonâncias magnéticas tendo em vista a deteção de marcadores de doença cerebral precoce, incluindo perda de volume cerebral, alterações nas microestruturas e lesões na massa branca, indicadora de áreas onde as células foram danificadas por danos ou doença.
 

Os investigadores constataram que os participantes com níveis mais elevados de NT-proBNP apresentavam uma pior organização microestrutural na massa branca. A análise estatística revelou que níveis mais elevados do peptídeo estavam também associados a um menor volume cerebral e a um maior volume da lesão da massa branca.
 

De acordo com Hazel Zonneveld, este estudo é o primeiro a demonstrar uma associação entre o NT-proBNP e a microestrutura do cérebro. “Isto implica que o cérebro e o coração estão intimamente ligados, mesmo nos indivíduos que à partida são saudáveis e informa sobre a doença à medida que envelhecemos”, concluiu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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