Doença celíaca: possível tratamento?
07 abril 2014
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Investigadores canadianos descobriram uma molécula chave que poderá conduzir ao desenvolvimento de novas terapias contra a doença celíaca, dá conta um estudo publicado no “The American Journal of Gastroenterology”.

 

A doença celíaca é caracterizada pela intolerância ao glúten presente nos cereais. Nos indivíduos geneticamente predispostos, os alimentos que contêm glúten despoletam uma resposta imunológica que conduz a danos no revestimento do intestino, dor abdominal, alteração nos hábitos intestinais, alimentação deficiente e outros sintomas como anemia e problemas neurológicos.

 

Os indivíduos com esta doença não podem consumir alimentos que contenham trigo, centeio ou cevada, que são a principal fonte de ingestão de proteína na dieta ocidental.

 

Neste estudo os investigadores da Universidade McMaster, no Canadá, descobriram que a molécula elafina, que está presente nos intestinos dos indivíduos saudáveis, encontra-se em níveis baixos nos intestinos dos pacientes celíacos.

 

O estudo refere que quando os pacientes ingerem alimentos com glúten, as enzimas digestivas não o conseguem digerir. Desta forma, os peptídeos derivados do glúten conduzem à inflamação, a qual é amplificada por uma enzima, a transglutaminase 2.

 

Neste estudo, os investigadores constataram que a elafina interage com a transglutaminase 2, diminuindo a reação enzimática que aumenta a toxicidade dos peptídeos derivados do glúten. Estudos realizados em ratinhos demonstraram que a administração da elafina protegia a mucosa intestinal do intestino superior, a qual se encontra danificada pelo glúten.

 

De acordo com os investigadores, as pessoas que de facto necessitam de evitar completamente o glúten consideram que esta não é uma tarefa fácil dado que o glúten não só é utilizado na indústria alimentar, mas também na indústria farmacêutica e cosmética. Deste modo” existem uma grande necessidade de uma terapia que proteja os pacientes deste tipo de contaminações acidentais”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Elena Verdu.

 

De acordo com a investigadora, a administração de elastina poderia dar alguma flexibilidade a este tipo de pacientes que têm de adotar uma dieta muita restrita, aumentar a sua qualidade de vida e potencialmente acelerar a cura das lesões.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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