Doença cardiovascular é a principal causa de mortalidade e morbilidade

Dia Mundial do Coração

29 setembro 2016
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A doença cardiovascular continua a ser a principal causa de morbilidade e mortalidade em Portugal, alerta o Núcleo de Estudos de Risco e Prevenção Cardiovascular, no âmbito do Dia Mundial do Coração.
 

De acordo com o comunicado da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, a doença cardiovascular, maioritariamente de natureza aterotrombótica, é responsável por 40.956 anos potenciais de vida perdidos.
 

Apesar da tendência progressiva decrescente, as doenças do aparelho circulatório foram responsáveis por uma taxa de mortalidade padronizada de 144,7 por 100 mil habitantes. Neste ano, o número de óbitos por doença vascular cerebral foi de 11.751, correspondente a uma taxa de mortalidade de 54,6 por 100 mil habitantes.
 

A doença cardíaca isquémica, por sua vez, foi causa de 6.526 óbitos. Em termos comparativos, os óbitos por enfarte do miocárdio, no mesmo período, afetaram 4.292 indivíduos (taxa de mortalidade padronizada de 22,2).
 

O coordenador do Núcleo de Estudos de Risco e Prevenção cardiovascular, Pedro Marques da Silva, considera que a Medicina Interna – pela sua responsabilidade no sistema de saúde português, pelo carácter holístico do seu saber médico e pela sua maior dedicação à prevenção da doença e a melhoria da qualidade de vida – tem, neste contexto, uma dupla aptidão: a racionalização do conhecimento e a implementação de esquemas de prevenção e tratamento que, em fases diversas e em momentos complementares, são tão indispensáveis. Desta forma, o Núcleo de Estudos de Risco e Prevenção Cardiovascular da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna inscrevem-se na Comunidade a que pertencem.
 

“Com isso, pretendemos tornar real, abrir o real a uma outra realidade: a prevenção cardiovascular. Tornar plausível o lema deste ano do Dia Mundial do Coração: ‘Power your Life’. Reafirmar, perante todos, perante a Sociedade e o Doente, diante os nossos pares e todas as Sociedades congéneres, que gostaríamos de estar irmanados num projeto comum. A realidade epidemiológica da sociedade portuguesa assim o exige”, conclui o especialista.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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