Doença cardiovascular: a importância do peso à nascença e da amamentação

Estudo publicado nos “Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences”

29 abril 2014
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Os indivíduos que nascem com baixo peso à nascença, bem como aqueles que foram amamentados menos de três meses ou não foram de todo amamentados têm uma maior tendência em se tornarem adultos com níveis de inflamação crónica que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e metabólicas, defende um estudo publicado nos “Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences”.
 

Estudos anteriores já tinham constatado que níveis elevados de proteína C reativa eram um biomarcador da inflamação e um fator de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular e metabólica, na idade adulta. Contudo, ainda não eram conhecidos quais os fatores do desenvolvimento que influenciavam a inflamação.
 

Assim, neste estudo, os investigadores da Universidade de Northwestern, EUA, decidiram avaliar os níveis de proteína C reativa em cerca de 7.000 indivíduos com idades compreendidas entre os 24 e os 32 anos. Estes resultados foram confrontados com o peso dos participantes à nascença, bem como o tempo durante o qual tinham sido amamentados.
 

O estudo apurou que um baixo peso à nascença e um tempo de amamentação curto conduziam a níveis elevados de proteína C na idade adulta. Por cada 450 gramas a mais à nascença os níveis da proteína na idade adulta eram cerca de 5% menores. Foi ainda verificado que, comparativamente com as crianças que não tinham sido amamentadas, as que tinham sido ao longo de três a 12 meses apresentavam níveis da proteína C reativa entre 20 a 30% inferiores na idade adulta.
 

De acordo com os investigadores, estes resultados chamam a atenção para importância do peso à nascença bem como da duração da amamentação, os quais podem melhorar a saúde da população adulta.
 

“As taxas de muitas doenças que afetam um indivíduo na idade adulta espelham as taxas do baixo peso à nascença e do curto período de amamentação”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Thomas McDade.
 

A amamentação é conhecida por fornecer um suporte nutricional e imunológico aos bebés, afetando o desenvolvimento imune e os processos metabólicos associados à obesidade, duas vias possíveis que podem influencar a produção de proteína C reativa na idade adulta.
 

"Este estudo ajuda a entender a importância do aleitamento materno, especialmente para bebés de baixo peso. Os resultados sugerem que a amamentação pode reduzir um dos fatores de risco envolvidos no desenvolvimento doenças cardíacas, até à idade adulta”, concluíram os investigadores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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