Doença arterial periférica aumentou perto de 25% em dez anos

Estudo publicado na revista “The Lancet”

05 agosto 2013
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O número de pessoas com doença arterial periférica, caracterizada pela redução ou bloqueio do fluxo sanguíneo para órgãos que não cérebro e coração, aumentou cerca de 23,5% em apenas dez anos em todo o mundo, de acordo com um estudo publicado na revista “The Lancet”.
 
Cerca de 202 milhões de pessoas sofriam da doença em 2010, em comparação com 164 milhões uma década antes, tendo-se registado um aumento significativo entre as pessoas de meia-idade nos países em desenvolvimento.
 
O aumento é atribuído ao crescimento da esperança de vida, dado a doença ocorrer principalmente entre os idosos, mas também a um estilo de vida sedentário. Ser fumador, diabético, hipertenso ou ter excesso de colesterol são alguns dos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento desta condição. 
 
A doença arterial periférica está associada a uma série de problemas, incluindo um aumento de quase três vezes do risco de enfarte agudo do miocárdio e de acidentes vasculares cerebrais. A forma mais avançada da doença representa um grave risco de amputação.
 
“Esta doença vascular periférica tornou-se um problema mundial do século XXI e já não pode ser vista como uma doença dos países ricos”, referiu o responsável pelo estudo, Gerry Fowkes, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido.
 
De acordo com o investigador, “este crescimento espetacular representa um desafio importante para a saúde pública, devido à perda de mobilidade, de uma qualidade de vida reduzida e do aumento do risco de ataque cardíaco e cerebral” nas pessoas atingidas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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