Doença arterial coronária pode ser um fator de risco para o cancro da próstata

Estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”

14 fevereiro 2012
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A doença arterial coronária pode estar associada ao cancro da próstata, o que sugere que as duas patologias podem ter causas em comum, dá conta um estudo pulicado online na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”.

 

Assim, caso se venha a confirmar que a doença cardíaca é um fator de risco para o cancro da próstata, este tumor pode ser combatido, em parte, com alterações no estilo de vida, como a diminuição do peso corporal, prática de exercício físico e adoção de uma dieta saudável, que são conhecidas por prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares.

 

“O que é bom para o coração também pode ser para a próstata”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Jean-Alfred Thomas II.

 

A doença arterial coronária é a principal causa de mortalidade dos adultos dos EUA, os fatores de risco incluem nomeadamente, sedentarismo, obesidade, hipertensão, níveis levados de colesterol, tabagismo e diabetes. Por outro lado, são diagnosticados por ano 240.00 novos casos de cancro da próstata e 34.000 mortes devido a esta doença nos EUA.

 

Estudos anteriores já tinham analisado a relação entre a doença arterial coronária e o risco de desenvolvimento de cancro da próstata tendo obtido resultados díspares, o que não ajuda a determinar se o desenvolvimento do tumor é “alimentado” por um estilo de vida pouco saudável.

 

Neste estudo os investigadores do Duke Cancer Institute, nos EUA, contaram com a participação de 6.390 homens que tinham realizado biópsias à próstata, de acordo com os seus níveis de PSA. Os autores do estudo tiverem também acesso às suas histórias médicas que incluíam, peso, incidência de doenças cardíacas, consumo de álcool, medicação e outros fatores.

 

O estudo revelou que 547 dos participantes tinham um historial de doença arterial coronária. Estes participantes eram em média mais velhos, tinham excesso de peso, eram menos saudáveis, tinham níveis basais de PSA elevados, diabetes, hipertensão e colesterol elevado. Este grupo de homens tinha um maior risco de desenvolver cancro da próstata mesmo após os investigadores terem em consideração todas as diferenças basais.

 

Os autores do estudo constataram que ter doença arterial coronária aumentava 35% o risco de os homens sofrerem de cancro da próstata, tendo este risco aumentado ao longo do tempo. Este grupo de indivíduos era 24% mais propenso a ser diagnosticado com este tipo de cancro, nos primeiros anos do estudo, em comparação com os homens que não sofriam desta doença cardíaca. Quatro anos após o início do estudo o grupo destes indivíduos que apresentavam um maior risco de cancro da próstata era 74% maior.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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