Doença arterial coronária: desenvolvida nova ferramenta de identificação de risco

Estudo publicado no “European Heart Journal”

26 setembro 2016
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Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu uma nova métrica de risco genético que ajuda a identificar os indivíduos em risco de doença arterial coronária, dá conta um estudo publicado no “European Heart Journal”.
 

Os fatores genéticos contribuem de forma significativa para o risco da doença arterial coronária. Avanços recentes na genética têm conduzido à identificação de muitos polimorfismos de nucleótido único, pequenas diferenças no ADN que variam de pessoa para pessoa.
 

No estudo, os investigadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido, em colaboração com cientistas australianos, finlandeses, alemães e holandeses mostraram como o uso deste novo conhecimento pode facilitar o desenvolvimento de intervenções preventivas mais personalizadas e precoces.
 

Através da análise de mais de 40 mil polimorfismos de nucleótido único os investigadores criaram uma pontuação, conhecida como pontuação de risco genómico (GRS, sigla em inglês) e demonstraram que quanto mais elevada era esta pontuação maior o risco futuro de doença arterial coronária.
 

Atualmente, as pontuações de risco clínico baseiam-se em fatores de risco conhecido para a doença arterial coronária, nomeadamente colesterol e pressão arterial elevados, diabetes e tabagismo. Mas estes resultados são imprecisos e não é possível identificar uma grande quantidade de indivíduos que desenvolvem doença arterial coronária.
 

O estudo demonstrou que o GRS era independente das pontuações de risco clínico e, através da combinação de duas ferramentas de avaliação de risco, foi possível prever os indivíduos que estavam em risco de desenvolver doença arterial coronária nos próximos dez anos.
 

Nilesh Samani, da Universidade de Leicester, referiu que este estudo mostra os potenciais benefícios da utilização de uma pontuação de risco genético em detrimento dos métodos atuais para identificar os indivíduos com risco aumentado de doença arterial coronária. Já se sabia que as doenças cardíacas começavam cedo, várias décadas antes de os sintomas se desenvolverem. Desta forma, as medidas preventivas devem ser idealmente aplicadas muito antes, especialmente para aqueles que se encontram em maior risco.
 

Mike Knapton, da Fundação Britânica do Coração, recorda que ter uma predisposição genética para a doença arterial coronária não significa que o indivíduo tenha um enfarte agudo do miocárdio. As pessoas com risco identificado podem diminuir o risco de um enfarte agudo do miocárdio ao deixarem de fumar, praticarem regularmente exercício físico, controlarem o peso e tomarem a medicação prescrita.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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