Documento de intervenção sobre a artrite reumatóide apresentado ao Ministério da Saúde

100 mil portugueses com artrite reumatóide

09 abril 2001
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A Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR), entregou na passada quinta feira (5 de Abril) às autoridades nacionais de saúde um documento de reflexão e intervenção relativo à situação actual da doença em Portugal. Esta iniciativa esteve inserida nas comemorações do Dia Nacional da Artrite Reumatóide, instituido pela primeira vez em 1999 pela Ministra da Saúde.
 

 

Este documento alerta para a falta de assistência médica especializada, a não implementação da já aprovada Rede Nacional de Reumatologia, listas de espera com três a quatro anos de duração e a necessidade para diagnósticos mais rápidos e eficazes.
 

 

No relatório estão definidos um conjunto de pontos, onde se destacam dados estatísticos da doença em Portugal, a caracterização legal e institucional, o impacto social e económico da patologia, as formas de tratamento existentes, os novos avanços neste campo, entre outros.
 

 

De acordo com o Dr António Vilar, Presidente do Instituto Português de Reumatologia (IPR), este é o mais completo e abrangente documento sobre a artrite reumatóide jamais apresentado publicamente em Portugal. "Os meus desejos são que as autoridades da saúde, mormente o Ministério da Saúde e o Ministério do Trabalho e Solidariedade saibam tirar dele conclusões e medidas efectivas para minorar o sofrimento e a incapacidade a tantas centenas de milhar de portugueses que têm na sua familia de lidar com a artrite reumatóide".
 

 

Por forma a melhor avaliar o impacto da doença na vida social e profissional do indivíduo, foram incluídos também testemunhos de especialistas médicos e doentes tendo por base a suas experiências pessoais.
 

 

A artrite reumatóide atinge actualmente em Portugal cerca de 100 mil pessoas. Esta doença inflamatória crónica, de causa ainda desconhecida, afecta particularmente as articulações, principalmente nas mãos, pés e cotovelos e caracteriza-se por dores intensas. A sua incidência é maior no sexo feminino do que no masculino. A evolução contínua da artrite reumatóide leva a que 50% dos doentes não sejam capazes de trabalhar num período de dez anos após o diagnóstico inicial. As requisições frequentes de baixas prolongadas são responsáveis por 70% de reformas antecipadas os doentes.
 

 

Fonte: A.N.D.A.R.
 

 

 

Para mais informações poderá contactar:
 

 

Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide A.N.D.A.R.
 

Tel.: 21 793 73 61 - Linha Verde: 800 20 32 85

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