Doação de órgãos em vida deveria aumentar

Declarações da Sociedade Portuguesa de Transplantação

23 julho 2012
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O número de doações de órgãos em vida deveria aumentar para forma de contrariar a redução de transplantes que se tem verificado nos últimos anos, segunda a Sociedade Portuguesa de Transplantação.
 

O presidente da Sociedade, Fernando Macário, explicou à agência Lusa que as taxas de doação de órgãos em vida em Portugal são muito baixas em relação a outros países europeus.
 

Os dadores vivos são quem doa um órgão duplo como o rim, ou uma parte do fígado, pâncreas ou pulmão para que seja transplantado a quem precisa. Atualmente, a lei já não exige consanguinidade nestes transplantes, contudo as taxas de doação em Portugal continuam baixas.
 

No caso dos rins, em 2009 houve 63 transplantes feitos a partir de dadores vivos, mas em 2011 esse número baixou para 43. “A seguir à legislação, de 2007, que veio permitir doar um órgão a um amigo, namorado ou marido, sem exigência de consanguinidade, verificou-se um crescimento, mas depois começou a registar-se decréscimo”, refere Fernando Macário.
 

Em Portugal a taxa de doação de rins com dadores vivos representa menos de 10% do total de transplantes, quando noutros países europeus atinge 30 ou 40%.
 

“Há um potencial grande para aumentarmos a transplantação”, defende o responsável, lembrando que o número de transplantes em Portugal tem diminuído nos últimos dois anos.
 

A Sociedade Portuguesa de Transplantação vai lançar uma campanha com o objetivo de esclarecer os portugueses sobre a doação de órgãos em vida, assegurando que este tipo de doação só ocorre se não representar problemas de saúde para o doador.
 

“Só é aceite para doar um rim quem é exaustivamente estudado, assegurando que a pessoa pode viver só com um rim. Com esta campanha pretendemos dar às pessoas o acesso a toda a informação rigorosa e credível”, afirma Fernando Macário.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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