Doação de embriões: legislação deveria ser alterada

Estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto

21 março 2014
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A legislação referente à doação de embriões deveria ser alterada, defende a coordenadora de um estudo sobre as decisões dos casais relativamente ao destino dos embriões criopreservados.
 

A investigadora do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), Susana Silva, defende alterações nomeadamente “na conceção e implementação de políticas de saúde centradas nos beneficiários das técnicas de procriação medicamente assistida, bem como sobre os objetivos dos projetos de investigação com embriões”.
 

A investigação realizada pelos investigadores do ISPUP, à qual a agência Lusa teve acesso, revelou que a maioria dos casais inférteis (85%) doa embriões para investigação, colocando Portugal como um dos países no mundo onde os casais se mostram mais disponíveis para doar embriões para investigação.
 

Relativamente às razões que justificam a doação de embriões para investigação, o estudo apurou que “a responsabilidade individual no contributo para o desenvolvimento científico e para a melhoria dos tratamentos de infertilidade” surgem como os principais motivos, seguidos “da vontade de ajudar os outros”.
 

Por outro lado, “a falta de informação acerca dos projetos que pretendem usar os embriões, a convicção de que o embrião é um filho e o facto de o embrião ser necessário para o próprio casal foram os principais argumentos apontados pelos participantes para não doar embriões para investigação”.
 

O estudo apurou também que mais de 75% dos participantes defenderam a extensão do limite máximo da criopreservação de embriões em Portugal.
 

Os participantes que não tinham filhos e aqueles que realizaram pelo menos um tratamento referiram, mais frequentemente, um período máximo de criopreservação superior a 3 anos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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