Diz-me onde vives...dir-te-ei se sofrerás um enfarte

Habitantes de zonas mais desfavorecidas estão mais propensos a problemas cardiovasculares

17 julho 2001
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Ao que parece não são só as condições genéticas e hábitos alimentares que podem influenciar o risco de sofrer um ataque cardíaco. O local onde vive, bem como a vizinhança que o rodeia, também têm uma cota parte no aparecimento desta doença.
 

 

Segundo as conclusões de um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine as características das vizinhanças dos Estados Unidos parecem desempenhar um papel importante na saúde de seus habitantes.
 

 

No teste participaram 13.009 habitantes de quatro regiões do país. Após a análise dos factores conhecidos por aumentar ou diminuir o risco de ataque cardíaco, os investigadores chegaram à conclusão que os brancos mais pobres que vivem em bairros mais degradados estão três vezes mais propensos a sofrer um enfarte do que os brancos mais ricos que habitam as áreas chiques das cidades.
 

 

Para os negros pobres dos bairros periféricos, a taxa foi duas vezes e meia maior do que os negros ricos das zonas mais bem frequentadas.
 

 

“Isso sugere que as características dos bairros onde vivem, bem como a vizinhança, podem ser importantes para a saúde”, informaram os investigadores, liderados por Ana Diez Roux, da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.
 

 

Por isso, e segundo a investigadora, os habitantes de zonas onde possam manter estilos de vida saudáveis, assim como o ambiente físico e social, estarão menos propensos a problemas cardiovasculares.
 

 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte:Reuters
 

 

 

 

 

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