Diverticulose menos preocupante do que se pensava

Estudo publicado na revista “Clinical Gastroenterology and Hepatology”

06 dezembro 2013
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Os indivíduos com diverticulose, formação de pequenas bolsas ou divertículos que ocorrem frequentemente no cólon, preocupam-se muitas vezes com a eventualidade de desenvolver uma condição séria, a diverticulite. No entanto, o estudo publicado na revista “Clinical Gastroenterology and Hepatology” defende que o risco é bem mais pequeno do que o anteriormente pensado.
 

À medida que envelhece, a maioria das pessoas desenvolve diverticulose. Mais de metade das pessoas com 60 anos e dois terços dos indivíduos com mais de 70 anos têm esta condição, mas os divertículos habitualmente não causam problemas. Ocasionalmente estas bolsas ficam inflamadas, conduzindo à diverticulite, que por sua vez causa dor e infeção no abdómen.
 

Estudos anteriores defendiam que o desenvolvimento de diverticulite ocorria em 25% dos casos. Contudo, o estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, vem contrariar esta taxa de progressão da diverticulose em diverticulite, defendendo que esta é bem mais baixa.
 

De forma a chegarem a estas conclusões, os investigadores contaram com a participação de 2.222 pacientes com diverticulose, dos quais 4,3% desenvolveram diverticulite segundo a definição da condição, sem a posterior confirmação através de uma tomografia computorizada. Contudo, apenas 1% desenvolveu diverticulite tendo em conta a definição mais rigorosa da condição que requer para a confirmação do diagnóstico uma tomografia computorizada ou cirurgia.  
 

O estudo apurou ainda que o risco da diverticulose progredir para diverticulite era maior nos indivíduos mais novos, ainda assim, esta taxa de conversão estava longe de atingir os 25% apontados em estudos anteriores.
 

“Com o envelhecimento da população e uma maior utilização da colonoscopia para o rastreio do cancro colo-rectal, vai haver um número crescente de indivíduos diagnosticados com diverticulose”, refere, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Brennan Spiegel.
 

Contudo, de acordo com estes resultados, o investigador defende que os indivíduos com diverticulose não se devem preocupar em demasia pois a probabilidade de esta se converter em diverticulite é baixa.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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