Diverticulite pode-se tornar numa condição crónica

Estudo publicado na revista “Quality of Life Research”

04 agosto 2014
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A diverticulite pode, para alguns pacientes, não ficar confinada a ataques isolados, podendo conduzir a uma condição crónica que mimetiza a síndrome do cólon irritável, sugere um estudo publicado na revista “Quality of Life Research”.
 
À medida que envelhece, a maioria das pessoas desenvolve diverticulose, uma doença caracterizada pela formação de bolsas (divertículos) na mucosa do cólon. Mais de 50% dos indivíduos com mais de 60 anos têm a doença, mas os divertículos geralmente não causam quaisquer problemas. 
 
No entanto, ocasionalmente, os divertículos ficam inflamados e conduzem ao aparecimento da chamada diverticulite, que pode causar dor e infeção no abdómen. Há muito que se acredita que esta é uma condição aguda em que há um espaçamento entre os ataques. Contudo, os investigadores da Universidade de Califórnia, nos EUA, sugerem agora que alguns pacientes podem na verdade apresentar sintomas contínuos. 
 
Os investigadores já tinham constatado, em estudos anteriores, que os indivíduos com diverticulite apresentavam um maior risco de desenvolver síndrome do cólon irritável. Agora, neste estudo, a mesma equipa de investigadores entrevistou pacientes após estes terem sofrido um ataque de diverticulite, tendo constatado que estes sentiam medo, ansiedade e depressão.
 
Os pacientes disseram ter também um medo constante de sofrer outro ataque, ter pânico de viajar e sentiam-se socialmente isolados. Muitos dos pacientes revelaram ter também sintomas físicos contínuos, como distensão abdominal, fezes líquidas, dor abdominal, evacuação incompleta e náuseas. 
 
Os investigadores utilizaram estes dados para desenvolver um questionário capaz de ajudar os médicos a avaliar quais os impactos a longo prazo da diverticulite, o que em última análise poderá ajudar a compreender e a controlar melhor a doença.  
 
Após terem feito uma revisão bibliográfica do tema e terem entrevistado especialistas da área, os investigadores contruíram um questionário baseado nos sintomas físicos, sociais e psicológicos mais comumente associadas à doença.
 
“Esta nova ferramenta de rastreio irá ajudar os médicos a definir e a controlar melhor a diverticulite”, conclui um dos autores do estudo, Mark Reid.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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