Diuréticos são mais eficazes no combate à hipertensão

Estudo compara medicamentos tradicionais com os novos fármacos

19 dezembro 2002
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Os diuréticos tradicionais são uma alternativa mais eficaz e menos dispendiosa a medicamentos recentes contra a hipertensão e certas formas de doença cardíaca, indicam os resultados de um estudo comparativo publicado esta semana na revista "Journal of the American Medical Association" O estudo, conduzido nos Estados Unidos e no Canadá junto de 42.418 pessoas com menos de 55 anos, acompanhadas durante cerca de cinco anos, permitiu comparar quatro tratamentos: um diurético, um inibidor dos canais de cálcio, um inibidor da enzima conversora da angiotensina e um alfabloqueante.
 

 

Até agora, os estudos sobre a eficácia destes medicamentos centravam-se na comparação de um destes produtos com um placebo (meros comprimidos de açúcar, cujo efeito não pode ser mais do que psicológico).
 

 

A parte do estudo que utilizava o alfabloqueante foi interrompida em Março de 2000, já que os participantes que tomavam este medicamento registavam 25 por cento dos acidentes cardíacos e tinham duas vezes mais riscos de hospitalização por insuficiência cardíaca do que aqueles que tomavam o diurético.
 

 

A equipa, dirigida por Claude L Enfant, director do Instituto Nacional do Coração, dos Pulmões e do Coração, diz que os diuréticos representavam 56 por cento dos medicamentos prescritos contra a hipertensão em 1982, contra 27 por cento em 1992 nos EUA. Se a utilização dos diuréticos se tivesse mantido nas proporções de 1982, ter-se-iam poupado 3,1 mil milhões de euros nesse período, notam os investigadores.
 

 

Fonte: Público
 

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