DIU reduz para metade risco de cancro do colo do útero

Estudo publicado na revista “Lancet Oncology”

23 setembro 2011
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Ao contrário da crença popular, o dispositivo contraceptivo intra-uterino (DIU) pode realmente proteger as mulheres contra o desenvolvimento de cancro do útero, embora não parem a infecção que normalmente conduz à doença, de acordo com os resultados de um estudo internacional.

 

Um estudo do Instituto Catalão de Oncologia, Espanha, conduziu um estudo com 20 mil mulheres, e descobriu que as que usavam o DIU corriam o mesmo risco que as mulheres que não utilizavam este método contraceptivo de contraírem o vírus do papiloma humano (VPH) que causa cancro no útero, mas tinham apenas cerca de metade do risco de desenvolver o cancro.

 

Os cientistas pensam que as possíveis explicações para o efeito protector do DIU podem ser verificadas no processo de inserção ou remoção deste dispositivo, que destrói as células pré-cancerosas, ou que cause algum tipo de inflamação provocando uma resposta imune duradoura e evitando assim que o VPH progrida.

 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que o uso do DIU podia proteger as mulheres contra outro tipo de cancro, o do endométrio, mas até agora não estava claro se também poderia ter um efeito sobre o risco do cancro cervical (colo do útero).

 

A equipa liderada por Xavier Castellsague, cujo estudo foi publicado na revista “Lancet Oncology”, analisou dados de 10 estudos de caso de cancro cervical feito em oito países e 16 estudos de prevalência do VPH em mulheres de quatro continentes diferentes. Os resultados foram ajustados ao número de parceiros sexuais e outros factores.

 

Os resultados mostram que o uso do DIU não afectou o risco de infecção pelo VPH, mas estava relacionado a um risco significativamente menor de cancro do colo do útero para ambos os tipos principais da doença - redução da probabilidade de desenvolvimento de carcinoma das células escamosas em 44% e adenocarcinoma ou carcinoma adenoescamoso em 54%.

 

O período de tempo que as mulheres usavam o DIU não alterou significativamente o risco, disseram os cientistas, dado terem verificado que o risco foi reduzido quase pela metade no primeiro ano de utilização e o efeito protector permaneceu significativamente o mesmo após 10 anos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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