Distúrbios alimentares: rapazes não estão a salvo

Estudo publicado na revista “JAMA Pediatrics”

07 novembro 2013
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Os distúrbios alimentares são mais comuns nos homens do que o anteriormente pensado, dá conta um estudo publicado na revista “JAMA Pediatrics”.
 

“Os homens e as mulheres têm diferentes preocupações sobre o seu peso e aparência“ revelou, em comunicado de imprensa, a autora principal do estudo, Alison Field. A avaliação dos distúrbios alimentares tem sido desenvolvida para refletir as preocupações das raparigas, mas não as dos rapazes, as quais se têm focado mais na musculatura do que na magreza.
 

De forma a tentar perceber como sintomas envolvidos nos distúrbios alimentares poderiam estar associados à obesidade, consumo de drogas e depressão nos homens, os investigadores do Hospital Pediátrico de Boston , nos EUA, analisaram o resultado dos questionários incluídos no Growing Up Today Study. 5.527 adolescentes responderam a estes questionários a cada 12 a 36 meses desde 1999 até 2010.
 

O estudo apurou que cerca de 17,9% dos adolescentes tinham uma preocupação excessiva em relação ao seu peso e aspeto físico. O investigadores também constataram que os rapazes tendiam a preocupar-se mais com a musculatura do que com a magreza, 9,2% contra 2,5%, respetivamente.
 

Os rapazes que se preocupavam com a musculatura consumiam suplementos potencialmente prejudiciais, hormonas de crescimento e esteroides para melhorar a sua aparência física. Estes apresentavam, comparativamente com os seus pares, um risco duas vezes maior de começar a beber em excesso e a consumir drogas. Os adolescentes que tinham o foco das suas atenções na magreza tinham uma maior tendência a desenvolver sintomas depressivos. Um total de 2,9% dos entrevistados apresentava critérios totais ou parciais de distúrbios alimentares e de bebida.
 

“Os médicos podem não estar cientes de que alguns dos seus pacientes do sexo masculino estão preocupados com o seu peso, forma física e que estão a utilizar métodos pouco saudáveis para atingir os seus objetivos Por outro lado, os pais também não estão cientes que têm de se preocupar com os distúrbios alimentares, com o foco excessivo no peso e na condição física dos seus filhos, tal como fazem com as raparigas”, conclui a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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