Distúrbio de pânico em análise

Especialistas debatem doença e tratamentos

11 novembro 2003
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Embora não existam dados concretos sobre a incidência do distúrbio de pânico, calcula-se que de dois a quatro por cento da população mundial sofra desta doença. Em Portugal, as estimativas apontam para mais de meio milhão de pessoas afectadas. Por isso, a Bial debateu este fim-de-semana no âmbito do V Encontro de Psiquiatria que reuniu alguns dos mais conceituados psiquiatras e investigadores do distúrbio de pânico.O distúrbio de pânico caracteriza-se por um início súbito e inesperado de medo e desconforto, que atinge um pico em 10 minutos, acompanhado de sintomas como palpitações, tremor, sudorese ou dor pré-cordial, náuseas e medo de morrer. Muitas vezes o distúrbio de pânico surge em pessoas com outros problemas de base, como abuso de álcool ou de outras substâncias, depressão, alterações de personalidade e disfunções familiares. A prevalência é duas vezes maior nas mulheres do que nos homens, existindo picos da adolescência até aos 20 anos e de meados dos 30 até aos 40 anos. Segundo alguns estudos, indivíduos com distúrbios de pânico têm um risco maior de abuso de álcool e suicídio, especialmente se já possuírem outro factor co-mórbido. O tratamento, que se baseia em farmacoterapia e em terapia comportamental, pode trazer alivio para 70% a 90% dos doentes e impedir a progressão para estádios mais incapacitantes. As intervenções neste encontro estiveram a cargo dos professores doutores Adriano Vaz Serra (Hospitais da Universidade de Coimbra, sobre aspectos biológicos), Luísa Figueira (Hospital Santa Maria, sobre diagnóstico e diagnóstico diferencial), Pacheco Palha (Hospital S. João, sobre tratamento psicofarmacológico) e Américo Baptista (Universidade Lusófona, sobre intervenções psicológicas no tratamento e prevenção). MNI-Médicos Na Internet

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