Distribuir preservativos na escola não estimula vida sexual

Contraceptivo não diminui taxa de gravidez, revela estudo norte-americano

28 maio 2003
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Ao contrário das teses moralistas que apregoam não se oferecer preservativos aos adolescentes, um estudo recente, realizado no Estado norte-americano de Massachusetts (EUA) e publicado no «American Journal of Public Health», refere que a distribuição de preservativos aos estudantes do ensino secundário não estimula as actividades sexuais. Pelo contrário, adianta o estudo, os alunos de algumas escolas em que o preservativo é distribuído estão menos dispostos a relacionarem-se sexualmente.
 

 

Susan Blake, do Departamento de Prevenção e Saúde da Universidade George Washington, disse que «a disponibilidade de preservativos não está associada com actividade sexual mais frequente entre os adolescentes, mas resulta no maior uso da deste entre aqueles que já têm uma vida sexual activa».
 

 

Segundo o estudo, no entanto, a distribuição de preservativos não parece ter prevenido a gravidez das adolescentes. A pesquisa não registrou diferença na taxa de gravidez entre jovens em escolas com distribuição de preservativos e aquelas sem essa distribuição.
 

 

Cerca da metade dos adolescentes no ensino secundário disseram já ter iniciado a vida sexual, enquanto cerca de 60 por cento deles afirmaram ter usado preservativo na última relação. Blake e a sua equipa analisaram dados do estudo Massachusetts Youth Risk Behavior Survey, de 1995, que englobou mais de quatro mil alunos. Cerca de 20 por cento deles frequentavam escolas onde havia a distribuição de preservativos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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