Disseminação do cancro poderá ser retardada por proteína

Estudo realizado na Penn State College of Medicine

03 janeiro 2013
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A disseminação das células cancerígenas pode ser retardada mediante a utilização de tratamentos que tenham por alvo a proteína km23-1, revela um estudo levado a cabo na Penn State College of Medicine, nos EUA.

 

A km23-1 é uma proteína responsável por transportar material no interior das células, mas também está envolvida no movimento migratório das mesmas. A migração celular é responsável pela disseminação do cancro, daí que seja importante perceber o movimento das células de forma a desenvolver melhores tratamentos contra a doença.

 

“A migração celular é um aspeto importante do processo de avanço tumoral”, refere Kathleen Mulder, autora do estudo. “Alterações neste processo transformam células cancerígenas locais, não invasivas e controladas em células cancerígenas migratórias e metastáticas”, acrescenta.

 

As células movimentam-se através da proteína actina, que constitui a estrutura da célula denominada citoesqueleto. A actina cria uma protuberância na membrana celular formando cordões de fibras na superfície da célula que permitem à célula movimentar-se. Diferentes tipos de proteínas regulam a reorganização do citoesqueleto e são mais ativas em diferentes tipos de cancro.

 

Quando a expressão da km23-1 é maior, a formação de fibras de actina é também maior. Quando a expressão da km23-1 é menor, a atividade da proteína Rhoa – um importante interruptor que ativa o processo de migração – é igualmente menor.

 

Ao verificar que a atividade da Rhoa é menor quando a km23-1 é igualmente inferior, os investigadores inferem que a km23-1 é necessária para regular estes interruptores e possui um papel importante na movimentação celular.

 

Para este estudo, os cientistas reduziram a expressão da km23-1 em amostras de células humanas de cancro do cólon. Quando a km23-1 se encontrava diminuída, as células cancerígenas migravam menos.

 

Embora seja necessário mais investigação acerca do tema, os investigadores estão confiantes de que a km23-1 possa ser um alvo promissor de fármacos antimetastáticos e tratamentos contra o cancro.

 

“Ao inibir a km23-1, estaremos a inibir eventos que contribuem para a disseminação das células para outras partes do corpo”, conclui Mulder.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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