Dispositivo previne parto prematuro

Estudo publicado no “The Lancet”

05 abril 2012
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A colocação de um diafragma cervical, durante o primeiro trimestre de gravidez, em mulheres com elevado risco de parto prematuro reduz significativamente este risco, dá conta um estudo publicado no “The Lancet”.

 

“A descoberta de uma forma segura e económica (38 euros por diafragma) para a redução da incidência do parto prematuro e a diminuição do número de crianças prematuras e as sequelas a estas associadas, é um objetivo que apresenta muitos benefícios”, revelou em comunicado de imprensa, a coordenadora do estudo, Elena Carreras. “Os nossos resultados abrem uma porta para novas investigações sobre a utilização destes dispositivos e dão-nos esperança de encontrar uma forma de reduzir a incidência da prematuridade e as suas consequências, no mundo inteiro”.

 

Estima-se que 13 milhões de bebés nasçam prematuramente, antes das 37 semanas de gestação, cada ano, em todo o mundo. O parto prematuro espontâneo é a principal causa de doença e morte nos recém-nascidos e também pode causar problemas de saúde ao longo da vida, nomeadamente dificuldades na aprendizagem, paralisia cerebral, cegueira e problemas respiratórios.

 

Para este estudo, os investigadores do Hospital Universitari Vall d'Hebron, em Barcelona, Espanha, contaram com a participação de 15.000 grávidas, submetidas a uma ecografia de rotina, durante o primeiro trimestre de gravidez, em cinco hospitais espanhóis. Como um colo de útero pequeno é um fator de risco importante para o parto prematuro, foram seleccionadas mulheres com um comprimento cervical menor de 25mm. Destas, 190 colocaram um diafragma cervical, enquanto que outras 190 foram incluídas no grupo de controlo.

 

O estudo revelou que as mulheres que colocaram o diafragma apresentaram um risco menor de parto prematuro, definido neste estudo como o nascimento antes das 34 semanas de gestação. Os investigadores também verificaram que não se registaram efeitos secundários graves nas mulheres que colocaram este dispositivo. Adicionalmente foi também verificado que estas mulheres deram à luz bebés com um maior peso à nascença e com menores dificuldades respiratórias, do que as participantes do grupo de controlo.

 

O estudo também apurou que 95% das mulheres que utilizaram este dispositivo recomendaram a sua utilização.

 

Os autores do estudo concluem que “o diafragma é uma alternativa económica, segura e eficaz para a prevenção do parto prematuro, em mulheres que se encontram em elevado risco”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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