Dispositivo portátil deteta rápida e eficazmente tuberculose

Estudos publicados na revista “Nature”

08 maio 2013
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Investigadores americanos desenvolveram um dispositivo portátil que é capaz de detetar, de forma rápida e eficaz, a presença da bactéria causadora da tuberculose, dão conta dois estudos publicados em revistas do grupo “Nature”.
 

Nestes dois estudos os investigadores da Massachusetts General Hospital, nos EUA, combinaram a tecnologia microfluídica com ressonância magnética nuclear, os que lhes permitiu identificar a presença da bactéria Mycobacterium tuberculosis, causadora da tuberculose, bem como estirpes de bactérias resistentes aos antibióticos.
 

“Uma rápida identificação do agente patogénico e da sua resistência aos antibióticos é extremamente importante não apenas para o diagnóstico, mas também para decidir quais os antibióticos que deverão ser administrados aos pacientes. Este método permite-nos fazer isto em cerca de duas a três horas, melhorando bastante os atuais métodos laboratoriais que podem demorar até duas semanas na obtenção de um diagnóstico”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos coautores do estudo, Ralph Weissleder.
 

A mesma equipa de investigação já tinha previamente desenvolvido um dispositivo portátil capaz de detetar, no sangue ou em pequenas amostras de tecido, biomarcadores cancerígenos. Os investigadores explicam que as células ou as moléculas-alvo são marcadas com nanopartículas magnéticas, sendo a amostra posteriormente sujeita a ressonância magnética nuclear, a qual deteta e quantifica os níveis dos marcadores-alvo. Posteriormente, os investigadores tentaram adaptar este sistema para o diagnóstico de infeções bacterianas, mas deparam-se com alguns problemas no que diz respeito à identificação de antibióticos capazes de detetar com precisão as bactérias.
 

Assim, neste estudo recente, os investigadores deram conta como detetaram o ADN do Mycobacterium tuberculosis em pequenas amostras de expetoração retiradas aos pacientes. Após terem extraído o ADN da amostra e o terem amplificado, foram utilizadas sequências nucleotídicas complementares do ADN alvo, as quais estavam marcadas com nanopartículas magnéticas. Através do minissistema de ressonância magnética nuclear incorporado no dispositivo, os investigadores foram capazes de detetar a presença o ADN bacteriano.
 

O estudo apurou que o dispositivo foi capaz de detetar, em menos de três horas, as amostras provenientes de pacientes já previamente diagnosticados com tuberculose, bem como identificar eficazmente as amostras controlo de indivíduos saudáveis. Os investigadores referem que os meios de diagnóstico atuais podem levar semanas para a obtenção do diagnóstico e 40% das amostras são falsos positivos. Os resultados foram ainda mais consistentes para os pacientes infetados com tuberculose e VIH. Por últimos os autores do estudo referem que através deste método foi também possível identificar as estirpes de bactérias resistentes aos antibióticos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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