Dispositivo móvel deteta doenças infeciosas

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

09 fevereiro 2015
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Investigadores americanos desenvolveram um novo acessório para smartphone que é capaz de detetar, numa gota de sangue, três marcadores de doenças infeciosas em apenas 15 minutos, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

O dispositivo replica, pela primeira vez, todas as funções mecânicas, óticas e eletrónicas de um teste sanguíneo realizado num laboratório. O dispositivo é capaz de realizar um teste imunoenzimático denominado ELISA sem necessitar de energia armazenada, a energia necessária é fornecida através do smartphone. Através deste teste é possível detetar a presença de anticorpos contra o VIH, anticorpos treponémicos específicos para a sífilis e anticorpos não treponémicos para a infeção da sífilis ativa.
 

Este pequeno dispositivo, que se liga facilmente a um smartphone ou computador, já foi testado em 96 pacientes que estavam inscritos em clínicas de prevenção para a transmissão de infeções mãe-filho ou em centros de aconselhamento e teste voluntários.


“O nosso trabalho demonstra que é possível realizar um imunoensaio de qualidade num acessório de smartphone. Aliar os microfluidos aos recentes avanços na eletrónica pode fazer com que alguns diagnósticos laboratoriais fiquem acessíveis para qualquer população que tenha acesso a um smartphone”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Samuel K. Sia.
 

Tendo por base trabalhos anteriores em miniaturização de hardware de diagnóstico, os investigadores da Universidade da Columbia, nos EUA, decidiram desenvolver um meio de diagnóstico rápido para o VIH, sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis. “Sabemos que um diagnóstico e tratamento precoce das mulheres grávidas pode reduzir substancialmente as consequências adversas tanto para a mãe como para o bebé”, acrescentou o investigador.
 

De acordo com Samuel K. Sai, este novo dispositivo terá um custo de produção que ronda os 34 dólares, um valor bem mais baixo do que os 18.450 dólares associados a um equipamento utilizado na realização de um ELISA.
 

“O nosso dispositivo fornece novos recursos para uma ampla gama de utilizadores, desde prestadores de cuidados de saúde aos consumidores. Ao aumentar a deteção de infeções da sífilis, podemos ser capazes de reduzir em 10 vezes o número de mortes. E para triagem de larga escala em que a elevada sensibilidade do dispositivo em relação a alguns falsos negativos é crítica, poderemos ser capazes de escalar o teste do VIH ao nível da comunidade com a administração de terapia antirretroviral imediata a qual poderia quase impedir as transmissões do VIH e eliminar esta doença devastadora”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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