Dispositivo deteta presença de bactérias

Estudo publicado na “Nature Nanotechnology”

03 julho 2013
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Investigadores suíços desenvolveram um pequeno dispositivo que é capaz de detetar a presença de bactérias em poucos minutos, dá conta um estudo publicado na “Nature Nanotechnology”.
 

Através da utilização deste método é fácil determinar se uma determinada bactéria foi eficazmente tratada por um antibiótico. “Este é um método rápido e eficaz podendo funcionar como uma ferramenta valiosa para os médicos apurarem a dosagem certa dos antibióticos, e para os investigadores determinarem os tratamentos mais eficazes”, revelou, em comunicado, um dos autores do estudo, Giovanni Dietler.
 

Atualmente, é necessário um tempo considerável até se apurar a resposta ao tratamento com antibióticos. As bactérias têm de ser cultivadas em meio de cultura e, posteriormente, é observado o seu crescimento. No caso da bactéria Mycobacterium tuberculosis, este processo é moroso, podendo demorar quase um mês até ser possível determinar se o tratamento foi ou não eficaz.
 

Graças ao desenvolvimento da tecnologia a laser e ótica, os investigadores da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça, reduziram este procedimento para apenas alguns minutos. Neste estudo, os investigadores exploraram os movimentos microscópicos do metabolismo das bactérias.
 

De forma a medir estes movimentos, as bactérias foram colocadas num dispositivo extremamente sensível que vibrava na presença de atividade bacteriana. Estas oscilações infinitamente pequenas, na ordem de um milésimo de milímetro, determinam a presença ou ausência da bactéria. As vibrações foram medidas através de laser, e traduzidas num sinal elétrico que pode ser facilmente lido. A ausência de sinal traduz-se na inexistência de bactérias.
 

Atualmente, os investigadores estão a avaliar o potencial desta técnica noutras áreas, nomeadamente na oncologia. “Se este método também funcionar nesta área, teremos realmente uma ferramenta preciosa nas nossas mãos, que nos permitirá desenvolver novos tratamentos e testar de forma simples e rápida como os pacientes estão a reagir ao tratamento quimioterápico”, conclui um outro autor do estudo, Sandor Kasas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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