Dispositivo deteta complicações associadas à diabetes

Estudo publicado na revista “Applied Optics”

31 julho 2014
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Investigadores de Taiwan desenvolveram uma nova tecnologia ótica capaz de detetar precocemente umas das complicações associadas à diabetes tipo 1 e 2, a neuropatia autónoma diabética, dá conta um estudo publicado na revista “Applied Optics”.
 

A neuropatia autonómica diabética é uma condição que afeta progressivamente os nervos autónomos que controlam órgãos vitais como o coração e o sistema gastrointestinal. Esta condição pode conduzir a desmaios, incontinência urinária, náuseas, arritmias cardíacas e a um risco aumentado de infeção bacteriana.
 

Atualmente, esta condição é diagnosticada através de alterações no sistema digestivo, no ritmo cardíaco e na pressão arterial. Contudo, a utilização destes meios de diagnóstico não permite uma deteção precoce da doença. Na verdade, na maioria dos casos a neuropatia autónoma diabética só é detetada na presença de danos nervosos e disfunção de um órgão.
 

O dispositivo agora desenvolvido pelos investigadores os Hospital Universitário de Taiwan e denominado por pupilómetro é capaz de medir cinco parâmetros associados com as pupilas, o que permite que os médicos sejam capazes de detetar sinais precoces da doença.
 

A utilidade da pupila na deteção da neuropatia autónoma diabética deve-se às condições neurológicas causadas pela doença. Tal como outros órgãos, os olhos e as pupilas são duplamente inervados, recebendo sinais da divisão simpática e da parassimpática, as quais fazem parte do sistema nervoso autónomo. Estas divisões controlam, respetivamente, os músculos circulares e radiais da pupila.
 

Os investigadores referem que o pupilómetro é suficientemente pequeno para ser colocado num par de óculos e funciona através da emissão de quatro luzes coloridas que estimulam as pupilas. Posteriormente, a luz visível que é refletida para a câmara do aparelho é filtrada e as imagens são processadas para analisar o tamanho das pupilas.
 

O aparelho mede 10 parâmetros associados ao diâmetro e resposta da pupila. Destes 10 parâmetros, os investigadores constataram que cinco deles eram significativamente diferentes nos indivíduos com neuropatia autónoma diabética.
 

“Comparativamente com as técnicas de diagnóstico existentes, o pupilómetro é mais confiável, eficaz, portátil e uma solução menos dispendiosa para o diagnóstico da doenças nos estádios iniciais ", revelou em comunicado de imprensa o líder do estudo, Mang Ou-Yang.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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