Disparidades geográficas no acesso à saúde estão a ser alvo de debate

Congresso Europeu de Epidemiologia

06 setembro 2012
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As disparidades geográficas no acesso à saúde e a abordagem das mais importantes descobertas na área da epidemiologia estão ser debatidas no Congresso Europeu de Epidemiologia.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o congresso, que teve início ontem, no Porto, é organizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em colaboração com a Associação Portuguesa de Epidemiologia, o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e a Federação Europeia de Epidemiologia.
 

A professora da Faculdade de Medicina do Porto, Carla Lopes, destacou a presença, na cerimónia de abertura do encontro, do presidente da Associação Internacional de Epidemiologia e professor de Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas, Brasil, Cesar Victora. Este especialista brasileiro na área da Medicina Materno-infantil vai falar sobre os Objetivos de Desenvolvimento Milénio (ODM).
 

Estabelecidos pelas Nações Unidas, estes objetivos incluem metas diretamente relacionadas com a saúde e o bem-estar das populações, tais como erradicar a pobreza extrema e a fome, reduzir a mortalidade infantil, combater o VIH/Sida, a malária e outras doenças e, ainda, melhorar a saúde materna.
 

No mesmo painel, estarão ainda Alfredo Morabia (Columbia Mailman School of Public Health, Nova Iorque – EUA) e Jorge Sampaio, Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações e Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para a Luta Contra a Tuberculose.
 

O programa de hoje inclui uma sessão na qual os oradores convidados vão debater formas de “traduzir” o conhecimento científico obtido através dos estudos epidemiológicos em medidas de políticas de saúde eficazes, sobretudo quando existem outras variáveis (sociais, económicas, entre outras) em jogo.
 

Na sexta-feira, na Sessão para Jovens Epidemiologistas, serão apresentados trabalhos científicos originais sobre temas tão diversos como a incidência de cancro nos pacientes com diabetes de tipo II, a influência da posição socioeconómica ao longo da vida na função cognitiva, o consumo de álcool no desenvolvimento da depressão ou, ainda, a relação entre o sexo fetal e a ocorrência de hipertensão nas mães.
 

No sábado, destacam-se duas conferências: uma na área da Epidemiologia do cancro e uma outra sobre a importância da aplicação da evidência científica na definição das políticas de Saúde Pública.
 

Numa nota enviada à Lusa, Henrique Barros, presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e presidente do congresso, refere que a Epidemiologia é uma ciência que “fomenta a colocação das questões mais pertinentes e, na maior parte dos casos, dá as respostas mais adequadas aos grandes desafios da saúde e da doença nas comunidades. E um dos maiores desafios que os especialistas enfrentam na atualidade é trabalhar para uma sociedade saudável e justa, especialmente em tempos de crise”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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