Disfunção erétil: tratamento psicológico tão eficaz como medicação

Estudo conduzido pela Universidade do Porto

26 abril 2017
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O tratamento psicológico para a disfunção erétil, um problema que afeta 10% dos homens portugueses, é tão eficaz como a medicação e prolonga-se a longo prazo, indica um estudo.
 
Segundo apurou a agência Lusa, o estudo científico da Universidade do Porto, sobre o tratamento psicológico e farmacológico da disfunção erétil, revela que os homens que receberam terapia cognitivo-comportamental durante três meses apresentaram melhorias “tão eficazes quanto o próprio efeito da medicação tomada diariamente”, designadamente ao nível da “resposta de ereção”, “funcionamento sexual em geral” e “satisfação sexual”. 
 
Outro dos dados relevantes do estudo sobre a disfunção erétil é que as melhorias na saúde dos homens com o problema prolongam-se a médio e longo prazo (três e seis meses depois da terapia), enquanto nos homens que fizeram apenas medicação, “uma parte significativa” voltou a ter o problema assim que parou de tomar os medicamentos.
 
“A grande diferença aqui parece ser que a psicoterapia não só em termos de curto prazo é tão eficaz como a medicação, mas a longo prazo mantém o seu efeito, portanto mantém uma capacidade de manter as pessoas com uma vida sexual ativa muito para além do tratamento, enquanto com a medicação esse impacto é muito mais reduzido”, observou Pedro Nobre, investigador da Universidade do Porto.
 
Segundo Pedro Nobre, os resultados preliminares são “bastante promissores”, pois sugerem que o tratamento de uma das mais perturbantes dificuldades sexuais masculinas “não está necessariamente dependente da medicação”, existindo alternativas igualmente eficazes que melhoram “não apenas a própria capacidade de ereção, como a própria satisfação sexual”.
 
As consequências negativas manifestadas nos homens com aquele problema vão desde a depressão, à ansiedade, passando por divórcio do casal ou “dificuldade em procurar parceiro estável”, mas também há relatos de um aumento de consumo do álcool e drogas e, em casos extremos, o suicídio, enumerou Pedro Nobre.
 
O estudo sobre o problema da disfunção erétil tratado com terapia cognitiva foi o tema da conferência inaugural do seminário internacional “Investigação da Sexualidade Humana”, no dia 21 de abril, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP).
 
Erick Janssen, um dos mais produtivos investigadores na área da sexologia atualmente e investigador principal em projetos de investigação nas áreas do ajustamento marital, comportamentos de risco, saúde sexual e papel das emoções na resposta sexual, foi um dos convidados do seminário e encerrou o programa com uma conferência sobre “novas direções no estudo sobre sexo e relações”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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