Disfunção erétil: teste determina eficácia de tratamento

Teste criado pela Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto

13 setembro 2013
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Um grupo de investigadores portugueses está a desenvolver um teste para determinar a eficácia do tratamento da disfunção erétil, permitindo a adoção de uma estratégia terapêutica personalizada.
 

“Através da determinação, numa simples análise de sangue periférico, de substâncias moleculares envolvidas na génese da disfunção erétil, pode-se predizer o sucesso ou insucesso de determinado fármaco para o tratamento da disfunção erétil em cada doente”, explicou à agência Lusa o investigador e urologista, Fábio Almeida.
 

O investigador refere que a análise “baseia-se sobretudo na avaliação da função vascular dos vasos sanguíneos do pénis. No fundo, permite perceber como é que a camada mais interna dos vasos sanguíneos está a funcionar. A esse nível existe um conjunto de moléculas que quando alteradas, num estado oxidado, tornam-se incapazes de ser eficazes para que os vasos sanguíneos possam relaxar e o pénis possa tornar-se erétil de uma maneira satisfatória para o doente”.
 

“Esta análise permite determinar e quantificar as moléculas que estão alteradas. Sabemos que, se houver um determinado número, um determinado rácio de moléculas oxidadas versus moléculas reduzidas (estado normal), que de facto os fármacos não são eficazes, portanto não consegue relaxar os vasos sanguíneos e a ereção não se proporciona”, disse.
 

O especialista considerou que “não tem interesse estar a medicar um doente sem saber qual é que é o seu estado oxidativo/reduzido porque, de facto, para esses doentes que vamos tentar medicar às cegas, a probabilidade de ter sucesso é muito baixa”.
 

“O nosso objetivo é corrigir os fatores que estão na base da disfunção erétil, da disfunção vascular para que, mais tarde, possa fazer a medicação correta e de uma maneira satisfatória”, sublinhou.
 

O investigador referiu que esta análise de sangue periférico está a ser patenteada pelos investigadores da Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto e que poderá estar disponível no mercado dentro de “um ou dois anos”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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