Disfunção eréctil é forte indicador de enfarte do miocárdio

Estudo publicado na revista “Circulation”

13 abril 2010
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Os homens que sofrem de doenças cardiovasculares e de disfunção eréctil têm um maior risco de enfarte do miocárdio, AVC (acidente vascular cerebral), insuficiência cardíaca e morte, revela um estudo da Universidade de Sarre, na Alemanha, publicado na revista “Circulation”.

 

Para o estudo, foram acompanhados 1.519 homens de 13 países que já possuíam alguma doença cardíaca. Os participantes foram questionados sobre uma possível disfunção eréctil no início do estudo, após dois anos e passados cinco anos.

 

O estudo verificou que, entre os pacientes com doenças cardiovasculares, a disfunção eréctil aumentava duas vezes o risco de morte por doença cardiovascular e por enfarte agudo do miocárdio. Aumentava também aproximadamente 1,2 vezes as probabilidades de estes pacientes serem hospitalizados devido a insuficiência cardíaca e 1,1 vezes de virem a sofrer um AVC.

 

O trabalho indicou ainda que 11,3% dos homens com disfunção eréctil morreram por qualquer causa, tendo o mesmo acontecido a 5,6% dos homens sem disfunção eréctil ou com a forma ligeira do problema. Além disso, 16,2% dos homens com disfunção eréctil morreram de um problema cardiovascular, enfarte do miocárdio, AVC ou foram hospitalizados por insuficiência cardíaca, enquanto a morte por estas causas ou a hospitalização aconteceu a 10,3% dos homens sem disfunção eréctil ou com a sua forma ligeira.

 

O estudo também verificou que o uso de medicamentos como os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA), utilizados no tratamento da hipertensão e insuficiência cardíaca, pode reduzir os episódios cardiovasculares mas parece não ter influência sobre o desenvolvimento da disfunção eréctil.

 

De acordo com os autores, o facto de o risco de morte dos pacientes cardíacos aumentar com a gravidade da disfunção eréctil é uma razão forte para que os homens com impotência serem encaminhados para um cardiologista. “A disfunção eréctil é algo que deve ser abordado regularmente no historial médico do paciente”, destacou o investigador Michael Bohm, acrescentando que ela pode ser um sintoma de início de aterosclerose.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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