Disfunção arterial associada à idade: causa identificada

Estudo da Universidade de Missouri

11 setembro 2015
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A doença cardiovascular, a causa número um de morte em todo o mundo, é frequentemente associada ao envelhecimento das artérias, que conduz à restrição do fluxo sanguíneo. Investigadores da Universidade de Missouri, nos EUA, identificaram uma causa da disfunção arterial associada à idade, um achado que pode conduzir a futuros tratamentos para algumas formas de doença vascular.
 
“O envelhecimento afeta toda a gente e causa alterações no nosso organismo” referiu, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Erika Boerman.
 
Neste estudo, os investigadores decidiram averiguar como os vasos sanguíneos eram afetados pelo processo de envelhecimento. Os cientistas focaram-se nas artérias mesentéricas, um tipo de artérias que fornecem o sangue ao intestino delgado, de ratinhos de 4 a 24 meses de idade. Estas idades dos animais correspondem aos 20 e 60 anos dos humanos, respetivamente. 
 
Na ausência de estimulação, o diâmetro dos vasos sanguíneos dos ratinhos mais novos e idosos eram aproximadamente iguais. Contudo, quando estimuladas para induzir a dilatação, as diferenças entre os dois grupos etários ficaram evidentes. 
 
Os investigadores verificaram que, tal como esperado, as artérias dos ratinhos mais novos dilataram. Contudo, quando realizaram a mesma estimulação às artérias dos ratinhos mais velhos, estas não dilataram. Quando analisaram a presença de nervos sensores, os investigadores observaram uma diminuição de 30% em torno das artérias mais envelhecidas, comparativamente com as mais novas.
 
O estudo demonstrou ainda que mesmo expondo propositadamente as artérias mesentéricas mais velhas a valores definidos de um neurotransmissor responsável pela dilação (CGRP), a capacidade de as artérias dilatarem era bastante reduzida.
 
“Uma função deficiente do neurotransmissor e a presença reduzida de nervos sensoriais em torno dos vasos sanguíneos mais velhos conduz à disfunção associada à idade das artérias mesentéricas. A importância desta descoberta é que se for possível identificar por que isto ocorre nas artérias mesentéricas, pode ser possível evitar que o mesmo aconteça nos outros vasos sanguíneos do organismo”, acrescentou a investigadora.
 
Os investigadores concluem que são necessários mais estudos para compreender melhor por que motivo o envelhecimento afeta a distribuição dos nervos sensoriais e o desempenho do neurotransmissor. Contudo, a identificação deste novo mecanismo de disfunção vascular abre portas a estudos futuros que poderão eventualmente conduzir ao tratamento de condições como o acidente vascular cerebral e a doença cardiovascular.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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