Discriminação entre enfermeiros estrangeiros em Portugal

Estudo da Ordem dos Enfermeiros

21 dezembro 2007
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Um estudo da Ordem dos Enfermeiros (OE) revela que dois em cada sete enfermeiros estrangeiros a trabalhar em Portugal (28%) dizem já ter sido vítimas de discriminação por outros profissionais de saúde, enquanto um em cada quatro afirma ter sido discriminado pelos doentes.
 

 

O inquérito realizado pela OE teve por objectivo analisar as características socioprofissionais dos enfermeiros estrangeiros a trabalhar em Portugal e envolveu 276 profissionais, dos 2.223 enfermeiros estrangeiros que exercem no país.
 

 

O estudo refere que 28% dos inquiridos admite ter-se sentido discriminado por parte de colegas de trabalho, 27% dos quais dizem que essa situação aconteceu mais de dez vezes ou frequentemente.
 

 

Dois terços dos enfermeiros estrangeiros consideram existir diferenças consideráveis entre a prática de enfermagem em Portugal em relação com o seu país de origem, adianta o estudo. Sobre as dificuldades de adaptação aos termos técnicos da enfermagem portuguesa, 35% referem ter sentido dificuldades, sendo que 11% admitem que ainda actualmente as sentem. Por essa razão, mais de 47% afirmam ter frequentado formação em língua portuguesa.
 

 

O inquérito foi enviado a todos os enfermeiros estrangeiros registados em Portugal, tendo sido recebidas 276 respostas dentro do prazo estabelecido, o que representa 12% da população analisada.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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