Dioxinas em debate em Março

Primeiro encontro nacional vai reunir especialistas

09 janeiro 2003
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Especialistas portugueses que trabalham em dioxinas vão reunir-se no primeiro encontro nacional sobre o tema, a realizar na Faculdade de Medicina de Lisboa a 21 de Março.
 

 

Segundo Maria Fátima Reis, investigadora do Instituto de Medicina Preventiva e coordenadora do encontro, este encontro pretende saber, por exemplo, o que está a ser feito em Portugal na área das dioxinas e compostos similares, que equipamentos existem ou quem está a trabalhar em matéria de legislação.
 

 

«Dioxinas e Compostos Similares na Saúde e no Ambiente: Uma Abordagem Intersectorial», deverá trazer à Aula Magna da Faculdade de Medicina cerca de uma centena de especialistas sobre o tema provenientes de mais de uma dezena de instituições nacionais, bem como alguns oradores estrangeiros.
 

 

Representantes de empresas e organizações não governamentais na área do ambiente deverão também participar no encontro. «Actualmente, não se fazem análises de detecção de dioxinas em Portugal e as que são necessárias são realizadas no estrangeiro, o que representa um desperdício de dinheiro para o país», explicou a especialista à agência Lusa.
 

 

A breve prazo, contudo, deverão arrancar as primeiras experiências nacionais de detecção de dioxinas.
 

No Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial (INETI), já existe o equipamento e o pessoal necessário à realização destas análises e o processo em matrizes animais deverá arrancar em 2003.
 

 

As dioxinas são compostos potencialmente cancerígenos, mutagénicos (induzem alterações no código genético) e teratogénicos (responsáveis por malformações nos fetos).
 

 

A Organização Mundial de Saúde estima que uma dose de TCDD superior a 4 picogramas (milionésimo de milionésimo do grama) por dia e por quilo de peso do consumidor tenha efeitos nos sistemas imunológico, endócrino e reprodutivo dos seres humanos.
 

 

As fontes emissoras de dioxinas são essencialmente processos industriais e de combustão, sendo o consumo de alimentos a forma mais importante para a exposição dos seres humanos à dioxina (95 a 98 por cento do total).
 

 

Fonte: Lusa
 

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