Dinossauros amavam os filhos

Descoberta na China revela lado amoroso dos animais

29 setembro 2004
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   Nem todos os dinossauros eram criaturas aterrorizantes como as descritas nos filmes. Cientistas descobriram que algumas espécies podem ter tido uma natureza mais amorosa e atenciosa, o que pode ser uma das primeiras provas de afecto familiar entre dinossauros. A afirmação foi feita após a descoberta em 2003 em Liaoning, na China, de um fóssil, um psitacossauro adulto, entre 34 animais jovens. Os espécimes foram fossilizados numa posição «viva», provavelmente enterrados vivos, afirmaram os cientistas na revista Nature. Não foi possível descobrir se todos os 34 animais jovens eram filhotes do adulto. Nenhum dos espécimes estava na posição clássica de dinossauros mortos, com o pescoço para trás. David Varrichio, da Universidade de Montana, em Bozeman, em conjunto com cientistas da China e de Taiwan, acreditam que os animais podem ter sido soterrados por cinza vulcânica ou apanhados de surpresa por um desabamento. «Este é um exemplo directo do cuidado familiar entre os dinossauros», disse Varrichio. O psitacossauro, ou «réptil papagaio», era um dinossauro vegetariano que viveu há cerca de 110 milhões de anos. Pesava entre 25 e 80 quilos e tinha cerca de 1,20 metro de altura. Há provas sobre o afecto familiar entre pássaros e crocodilos, os dois parentes mais próximos ainda vivos dos dinossauros, mas existem poucos dados de que os dinossauros cuidassem com carinho de sua prole. «O facto de encontrar marcas desse cuidado familiar no dinossauro argumenta a favor da tese de que talvez ele fosse universal nesses três grupos», disse Varricchio. E como prova da observação que tiveram, os cientistas escreveram na Nature que «a associação próxima dos esqueletos do adulto e dos jovens é coerente com um relacionamento biológico e com um cuidado materno da ninhada».  Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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