Dinheiro não traz felicidade

Ganhar muito dinheiro não é sinónimo de felicidade, adianta estudo norte-americano

01 julho 2001
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"Dinheiro não traz felicidade”, diz a voz do povo em forma de conselho. Agora, investigadores norte-americanos afirmam o mesmo, mas com dados científicos.
 

 

A equipa de Edwin A. Locke da Universidade de Maryland, EUA, investigou os factores principais que impulsionam o desejo de ganhar dinheiro, num universo escolhido de 500 estudantes universitários e 145 profissionais de negócios.
 

 

 

Todos foram entrevistados sobre as aspirações no que diz respeito ao conceito de riqueza e qual a noção de bem-estar em geral.
 

 

 

Com base nesta entrevista, os investigadores isolaram as dez principais razões pelas quais as pessoas procuram ganhar dinheiro, incluindo: segurança, capacidade de sustentar uma família e aumentar seu poder de compra, orgulho, tempo para o lazer e liberdade.
 

 

 

Da análise às respostas, os cientistas concluíram que os entrevistados queriam poder agir de maneira mais impulsiva e caridosa, exibir-se e superar a insegurança.
 

 

 

Motivações, que segundo a equipa, demonstram uma função de uma de três coisas: um desejo negativo de competir socialmente e adquirir poder sobre outros; um desejo positivo de satisfazer as necessidades básicas e adquirir uma medida de sucesso; ou um desejo mais ou menos neutro de ter a liberdade de fazer o que bem lhe passar pela cabeça.
 

 

 

As pessoas que queriam ganhar dinheiro por motivos negativos pareciam ter uma noção menor de bem-estar, enquanto aqueles que sonhavam com a riqueza por motivos positivos não prejudicaram nem ajudaram a sua auto-estima.
 

 

 

Os investigadores concluíram também que embora ” o dinheiro em si mesmo não seja prejudicial”, os problemas surgem quando a riqueza é usada para colmatar lacunas como a insegurança, aponta o estudo publicado na semana passada no Journal of Personality and Social Psychology.
 

 

 

“Com dinheiro não se pode comprar valores, princípios ou amor. E ficará desapontado, se tentar comprar coisas impossíveis de adquirir com dinheiro”, aconselhou o líder da equipa de investigadores.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Reuters

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