Dinheiro ganho com trabalho satisfaz mais

Estudo encontra área no cérebro responsável pelo «prazer monetário»

17 maio 2004
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Um estudo do centro de prazer do cérebro revela que este se satisfaz mais a desempenhar tarefas remuneradas do que a nada ter de fazer para ser premiado, disse o responsável pela investigação. Um grupo de investigadores da Universidade de Emory, em Atlanta, mediu a actividade cerebral no striatum (a parte do cérebro associada ao prazer) em dois grupos de voluntários. Um teve de trabalhar para ser pago, neste caso jogar um jogo simples de computador, enquanto o outro recebia dinheiro sem nada fazer. De acordo com as conclusões do estudo - financiado pelo Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA e hoje publicado no jornal Neuron -, os cérebros dos que trabalhavam para receber eram mais estimulados. «Quando se tem de fazer alguma coisa para se receber, isso é claramente mais importante para o cérebro», afirmou Gregory Berns, professor de psiquiatria e ciência comportamental. «As pessoas ficam mais estimuladas quando têm de fazer alguma coisa para serem pagas do que quando recebem dinheiro passivamente». Berns e outros investigadores consideram que o estudo tem implicações no chamado mundo real, particularmente numa época de jackpots milionários. Segundo Gregory Berns, já outros estudos demonstraram que «os vencedores de lotarias não estão mais felizes um ano depois dos prémios, sendo um dado básico da psicologia que as pessoas extraem satisfação do seu trabalho». E concluiu: «Não creio que (o cérebro) tenha evoluído para nos sentarmos no sofá e esperar que as coisas nos caiam do céu», acrescentando que esta parte do cérebro, associada ao abuso de drogas e a numerosas doenças, «é fascinante». Fonte: Lusa 

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